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Indústria 4.0: cheques de 7.500 euros e incubadora a caminho

GEOFF CADDICK

O Governo apresenta esta segunda-feira um pacote de 60 medidas que preveem potenciar a Indústria 4.0 em Portugal.

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O Centro de Excelência para a Inovação da Industria Automóvel (CEiia) vai albergar, em Matosinhos, uma incubadora especializada em projetos relacionados com a quarta geração tecnológica da indústria. E as empresas que pretendem dar o passo rumo à Indústria 4.0 também poderão candidatar a 1500 vales de 7500 euros, que o Governo vai lançar em breve. Estas duas iniciativas constam na lista de 60 medidas que o Governo apresenta hoje em Leiria, com o propósito de transformar meios de produção e modelos de negócio de mais de 50 mil empresas nacionais, noticia o Eco.

O plano será apresentado hoje numa cerimónia que deverá contar com a presença do primeiro-ministro António Costa foi elaborado com os contributos de mais de 200 empresas. A associação de empreendedorismo COTEC e a consultora Deloitte terão atuado como dois dos principais pilares na redação deste plano que tem por panorama os próximos quatro anos.

«Estas medidas vão incluir, por exemplo, na área da formação, 20 mil pessoas em ofertas de formação de competências digitais, vão mobilizar fundos estruturais dedicados à Indústria 4.0 em 400 milhões [de euros], vão envolver 50 mil empresas em medidas incluídas na estratégia nacional de digitalização da economia», refere Manuel Caldeira Cabral, ministro da Economia, quando questionado pela agência Lusa.

Entrevistado pelo Dinheiro Vivo, João Vasconcelos, secretário de Estado da Indústria, recorda que estratégia governamental para a quarta vaga tecnológica da indústria contou, pela primeira vez, com algumas das maiores marcas. Volkswagen, PSA, Mitsubishi, Bosch, Altice e Siemens aceitaram juntar-se a produtores de moldes, plásticos, têxteis e robótica em grupos de trabalho que tinham em vista apurar as tendências e os efeitos produzidos pela introdução das tecnologias nos diferentes setores económicos.

«Foi uma discussão técnica mas das mais avançadas, porque este setor, que já percebeu que isto é incontornável e trabalha para o mundo todo, está a par das tecnologias mais atuais. Tivemos um debate interessante no retalho com a Sonae, a La Redoute, a Farfetch. E em todos os grupos tivemos grandes empresas, médias e startups e a discussão foi muito ágil. A importância do digital não é só nas vendas online. São as pessoas que antes de irem à loja já pesquisaram previamente, e tem de se preparar as empresas portuguesas. O debate do turismo foi o mais avançado, porque é provavelmente o setor da economia mundial em que o digital está mais avançado e alterou mais modelos de negócio», referiu o Secretário de Estado da Indústria, quando entrevistado pelo Dinheiro Vivo.

A incubadora que deverá operar em Matosinhos com a supervisão do CEiia vai contar com uma área de produtização e prototipagem. BeeVeryCreative, a Follow Inspiration, a Mobi.Me e a Prodsmart são as principais impulsionadoras deste espaço de prototipagem que tem a impressão 3D como principal ferramenta. Segundo o Eco, as empresas que vão partilhar o espaço de prototipagem poderão vir a trabalhar diretamente com a Mitsubishi, a Siemens e a Autoeuropa.

Em comunicado, os responsáveis da nova aceleradora de prototipagem resumem da seguinte forma os contributos das diferentes empresas: «A CADflow foi responsável pela modelação das peças com o software SolidEdge da Siemens, a Prodsmart, empresa que desenvolve um software de gestão da produção para a indústria, a BeeVeryCreative, empresa que desenvolve tecnologia de impressão 3D e lançou a primeira impressora 3D portuguesa. A Follow Inspiration, que desenvolveu o wiiGO ligado à área da robótica fará a movimentação das peças».

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