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Altice e Ericsson assinam protocolo de parceria para a 5G

A Altice e a Ericsson vão trabalhar em conjunto no desenvolvimento de produtos e serviços que tiram partido da quinta geração de redes móveis

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A Altice Labs e a Ericsson assinaram esta sexta-feira um protocolo com o propósito de aliar esforços no desenvolvimento de soluções que usam a quinta geração de rede móveis (5G). O protocolo terá como primeiro resultado a criação de um laboratório de investigação integrado nas instalações da Altice Labs, em Aveiro.

Pedro Queirós, líder da Ericsson Portugal, lembrou que a parceria não perde de vista os objetivos comerciais, e tem em vista o desenvolvimento de uma nova geração de produtos que tiram partido do incremento da largura de banda e da redução da latência previstas para a 5G. «No próximo ano, vai ser mandatório ter uma rede 5G numa cidade. Espero que seja Aveiro», acrescentou o responsável da Ericsson.

Além das primeiras “cidades 5G”, o calendário que tem vindo a ser alinhavado pelas autoridades da UE tem como meta assegurar uma cobertura em 5G para a maioria das médias e grandes cidades até 2025

A Ericsson é uma das principais marcas mundiais na área das telecomunicações, sendo especialmente forte nas tecnologias de rádio. Em contrapartida, a Altice Labs tem conseguido distinguir-se pelas inovações alcançadas na área da fibra ótica. A parceria assinada hoje permite assim juntar dois intervenientes que dominam as duas tecnologias que suportam a 5G.

Alcino Lavrador, diretor-geral da Altice Labs, aproveitou a assinatura do protocolo para recordar que a aposta na 5G extravasa fronteiras: «A Europa liderou o GSM. E agora há vontade de tornar a Europa na líder da 5G».

Além do laboratório especializado na 5G, a Altice Labs estreou ainda o Future Labs, que pretende acolher diferentes ensaios com tecnologias emergentes, que permitam testar uma nova geração de produtos e serviços.

Paulo Neves, CEO da Altice Portugal também subiu ao palanque para fazer o balanço dos investimentos levados nos últimos tempos, sem perder de vista o que se segue: «Até ao final do ano queremos ter mais um milhão de casas passadas em fibra ótica». Caso se confirme esta previsão, a empresa que detém o Meo passará de três milhões para quatro milhões de casas passadas em Portugal. De acordo com a operadora, desde o final de 2015 até à data, os investimentos na fibra ótica criaram mais mil postos de trabalho. A Meo tem como objetivo chegar a 2020 com a cobertura total das habitações e empresas portuguesas em fibra ótica.

Michel Combes, CEO da Altice, aproveitou a presença no evento para reiterar a importância da Altice Labs e da experiência ganha na fibra ótica para as diferentes operações do grupo, mas não deixou de lembrar que a operadora mantém «o compromisso com Portugal e com o desenvolvimento e evolução económica».