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App da Via Verde que permite pagamentos em transportes públicos chega no último trimestre do ano

Fernando Medina fechou a sessão de apresentação da app da Via Verde que vai permitir fazer pagamentos nos transportes públicos em Lisboa

Foi hoje apresentada em Lisboa uma nova aplicação da Via Verde que vai permitir usar o smartphone para fazer o pagamento em transportes operados pela Carris, Metro, Transtejo, Fertagus, CP e EMEL. Para já, esta prova de conceito vai continuar em desenvolvimento à medida que vai sendo montado o ecossistema que a vai suportar. A Exame Informática confirmou que a app de transportes só vai estar a funcionar no último trimestre do ano.

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O Museu da Carris, em Lisboa, foi o palco para o anúncio de uma nova aplicação da Via Verde, Via Verde Transportes, que vai permitir o pagamento em transportes públicos de vários operadores que atuam na área metropolitana de Lisboa.

«Este é mais um passo na desmaterialização dos pagamentos dos transportes públicos (…). Os utentes não podem ter 5 passes porque vão utilizar 5 meios de transporte”, afirmou o secretário de estado Adjunto e do Ambiente. José Mendes também deixou um desafio: «Está na altura de definirmos uma data para a descarbonização e desmaterialização do sistema de transportes. Temos de fazê-lo, pelo menos, para as cidades de referência(…) O Governo está disponível para trabalhar neste propósito».

A aplicação pertence à Brisa que já tem mais de 3 milhões de clientes do serviço Via Verde. «Esta é uma aplicação universal (que funciona com vários operadores) que já tem a confiança do mercado (porque é um serviço pós-pago com vários anos de utilização), conveniente (está no smartphone) e simples de utilizar», enfatizou Pedro Mourisca, da Brisa.

O «ser simples de utilizar» relaciona-se com o fato de ser a app a responsável por fazer a gestão das viagens. Ao entrar num transporte público da rede abrangida pelo projeto, o utilizador vai autenticar-se num beacon Bluetooth que vai assumir diferentes formatos. Na Carris, por exemplo, vai estar dentro do meio de transporte e será necessário aproximar o telefone do sistema. No Metro, os beacons estão nas portas que dão acesso à estação (à semelhança do que já acontece hoje quando se aproxima o bilhete do leitor ótico existente).

Esta condicionante será uma das que está na base do tempo que vai ser necessário até ao lançamento da aplicação: «Vamos ter de instalar todos os sistemas de verificação nos diferentes operadores o que vai demorar o seu tempo. Por isso, esta app estará a funcionar no último trimestre do ano», confirmou Manuel Garcia, da Novabase, à Exame Informática.

A empresa portuguesa é a responsável pelo desenvolvimento da aplicação e explicou que a base de dados de clientes do sistema será pertença da Via Verde que a vai acrescentar à base de dados já existente (e certificada pela Comissão Nacional de Proteção de Dados - CNPD) de clientes da Via Verde. Processo que ainda será alvo de consulta pela CNPD.

Como funciona a nova app?

Depois de usar o sistema de autenticação já referido (com os sistemas de verificação implícitos), a app terá a capacidade de sugerir trajetos ao utilizador. Por exemplo, uma viagem da Carris pode ter um preço combinado com o Metro. O que dará origem a um desconto.

Se o utilizador tiver passe, o sistema também poderá intuir proposta de trajetos e valores. No final da viagem, consoante o meio de transporte, o utilizador terá de fechar a viagem e o preço será calculado tendo em conta o consumo efetuado.

No Metro, mais uma vez, a viagem é terminada automaticamente quando o utilizador passa pelas portas onde estão os sensores.

A aplicação permite, entre outras coisas, que o titular da conta adicione mais utilizadores. Assim, é possível, por exemplo, a um encarregado de educação carregar um plafond para os filhos utilizarem em transportes ou comprar o passe. O sistema também permite a uma entidade patronal distribuir esses valores pelos funcionários.

Estando ainda em prova de conceito deu para perceber que a app estará disponível para os principais sistemas. Ou seja, Android e iOS.

Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, fechou o evento esclarecendo que é necessário «reconquistar a confiança dos cidadãos em que o transporte público é uma opção para a sua mobilidade (…) é preciso perceber que o transporte público não é o transporte para quem não tem acesso ao transporte particular». O edil de Lisboa reforçou o apoio da Câmara à implementação desta solução, mas sempre foi esclarecendo que esta não será a única solução de pagamentos para os transportes «mais vão aparecer».

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