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Governante britânica exige acesso a dados em apps do tipo Whatsapp

Cinco dias depois do atentado de Westminster, a secretária de Estado de Segurança Interna do Reino Unido propôe a criação de mecanismos que permitam aceder a comunicações veiculadas em apps encriptadas.

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Amber Rudd diz-se a favor de sistemas de encriptação que protegem as famílias ou serviços bancários, mas também não revela qualquer potencial solução para o crescendo de crimes concertados ao abrigo da encriptação das várias aplicações que são hoje disponibilizadas para uso em telemóveis e computadores.

«Quando a polícia está a fazer uma investigação, precisamos de um sistema em que os serviços de segurança possam apresentar um mandado assinado pelo secretário de Estado da Segurança Interna para que seja possível aceder a informação quando há um terrorista envolvido», referiu a governante britânica, em entrevista ao canal de TV Sky.

Rudd diz estar apostada em trabalhar com as empresas tecnológicas em torno de novas leis que permitam agilizar o acesso das comunicações de suspeitos de crimes. As eventuais boas intenções da governante britânica esbarram na arquitetura e no posicionamento comercial das empresas que disponibilizam apps com encriptação.

Tanto a Whatsapp como a Apple alegam que, mesmo que quisessem, não têm forma de contornar os próprios sistemas de encriptação que facultam mundialmente. A esta posição, junta-se o receio que uma hipotética colaboração com as autoridades, que permitisse criar backdoors para uso exclusivo da polícia, pode gerar junto dos consumidores.

Entre os especialistas em segurança eletrónica, não falta quem deixe várias reticências sobre um sistema que permite que alguns utilizadores não tenham de estar sujeitos às barreiras criadas pela encriptação. O The Guardian aproveitou a ocasião para recuperar um comentário deixado por Bruce Schneier, especialista em segurança eletrónica, quando David Cameron, antigo primeiro-ministro britânico, também sugeriu a criação de mecanismos que permitissem às autoridades aceder aos dados veiculados pelas diferentes apps: «Não posso construir um acesso tecnológico que apenas funciona com a autorização legal adequada, ou apenas para algumas pessoas com uma determinada cidadania, ou moralidade. A tecnologia simplesmente não funciona dessa forma. Se existir uma backdoor, qualquer pessoa vai poder explorá-la».

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