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O FBI não gosta mesmo nada da encriptação nos telefones

O diretor do FBI, James Comey, revelou ontem que os protocolos cada vez mais seguros implementados pelos fabricantes tornam as investigações mais difíceis.

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Exame Informática

O FBI conseguiu autorizações judiciais para aceder a mais de seis mil dispositivos móveis no primeiro semestre de 2016, no entanto, só conseguiu entrar em três mil aparelhos, mesmo usando todas as «ferramentas técnicas apropriadas e disponíveis». Ainda não é muito claro se a agência pretende exigir que os fabricantes como a Apple instalem backdoors para poder aceder a estes dispositivos. Estas backdoors, além de representarem uma vulnerabilidade, podem ser usadas para espiar indiscriminadamente os utilizadores e colocam em causa o seu direito à privacidade.

As declarações de Comey ao Congresso dos EUA, citadas pelo Tech Crunch, não são muito conclusivas sobre a posição oficial da agência e das autoridades: «Tivemos várias conversações abertas e produtivas com o setor privado nos últimos 18 meses sobre este tema, porque todos perceberam que nos preocupamos com as mesmas coisas. Todos adoramos a privacidade, preocupamo-nos com a segurança pública e ninguém quer backdoors. O que pretendemos é trabalhar com os fabricantes para perceber como podemos cuidar dos interesses de todas as partes de uma forma sensível. (...) Posso imaginar um cenário onde há legislação que diz que se se vai fabricar um dispositivo nos EUA, tem de se encontrar uma forma de cumprir com as ordens dos tribunais».

Recorde-se que as tecnológicas uniram as vozes para protestar contra a decisão de abrir portas e brechas na encriptação usada e pretendem manter a privacidade dos utilizadores e a segurança dos dispositivos.

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