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Executivo da Uber despedido depois de ver ficheiros médicos de cliente violada

Eric Alexander, ex-presidente da Uber para a zona Ásia-Pacífico, é acusado de ter tido acesso aos registos médicos de uma cliente que alegava ter sido violada durante uma viagem de carro na Índia.

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O executivo já não trabalha na Uber, segundo a empresa, que declinou comentar se o afastamento se deveu ao facto de Alexander ter tido acesso a registos médicos confidenciais. Sabe-se que Alexander terá partilhado o documento com o CEO Travis Kalanick e com o vice-presidente Emil Michael. As revelações surgem na sequência de queixas de dois escritórios de advogados que visam dezenas de situações, incluindo acusações de assédio sexual, retaliação, e comportamento pouco profissional. Devido às queixas da firma de advogados Perkins Cole, mais de 20 funcionários já foram despedidos e outros 100 estão a ser investigados.

Sobre o caso que Alexander estava a acompanhar, uma jovem de 26 anos queixa-se de ter sido violada pelo seu motorista da Uber, num sábado à noite em 2014. O mesmo motorista já tinha quatro acusações semelhantes anteriores e acabou por ser condenado a prisão perpétua. Depois deste caso, a Uber foi banida de Nova Delhi, sanção que só foi retirada em junho de 2015.

A Uber está a enfrentar problemas semelhantes em várias zonas do globo: em abril do ano passado, a empresa pagou 25 milhões de dólares para resolver um caso em que foi acusada de transmitir uma falsa sensação de segurança aos motoristas por causa da linguagem usada nos controlos de histórico.