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Comissão Europeia aplica coima de 2,42 mil milhões de euros à Google

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A Google foi punida com uma coima de 2,42 mil milhões de euros por ter promovido práticas lesivas da concorrência no segmento dos comparadores de preços que operam na Internet. De acordo com a Comissão Europeia, a Google terá tirado partido do seu motor de busca (quota de mercado acima dos 90%) para dar maior exposição ao comparador de preços que lançou em 2003, com a denominação de Froogle e que depois de duas alterações, passou a ser conhecido como Google Shopping. As práticas lesivas da concorrência terão começado em 2008, depois de a gigante de Silicon Valley ter concluído que o respetivo comparador de preços tinha um desempenho aquém do pretendido, refere um comunicado da Comissão Europeia.

«A Google rebaixou nos seus resultados de pesquisa os concorrentes do segmento dos serviços de comparação de compras», refere o comunicado da Comissão Europeia, acusando a Google de ter inserido fatores ou critérios nos algoritmos usados no maior motor de busca da Internet, com o propósito de colocar a concorrência em lugares menos visíveis dos resultados das pesquisas.

Em contrapartida, o Google Shopping não estava sujeito a esses critérios que levavam a concorrência a ser remetida para páginas mais recônditas. «Há provas de que, mesmo o mais popular dos serviços rivais surgia, em média, apenas na quarta página dos resultados de pesquisa do Google, enquanto outros surgiam ainda mais abaixo (nos resultados das pesquisas)», descreve o comunicado emitido por Bruxelas.

Margrethe Vestager, comissária europeia com a pasta da Concorrência, é perentória no comunicado emitido esta manhã: «O que a Google fez é ilegal à luz das leis da antimonopólio da UE. (A Google) Impediu outras empresas da possibilidade de concorrer com base no mérito e na inovação. E mais importante, impediu que os consumidores europeus fizessem uma escolha genuína entre serviços e a plenitude dos benefícios da inovação».

A Google reagiu à aplicação da coima, informando que vai analisar um eventual recurso sobre a decisão da Comissão Europeia. Em comunicado assinado pelo vice-presidente e Conselheiro Geral da Google, Kent Walker, a Google defende as práticas seguidas nos últimos anos como um resultado das tendências que a levaram a apostar em links que faciltam as comparações entre produtos – e que segundo a gigante das tecnologias são do agrado de consumidores e lojistas, pois não obrigam os internautas a visitar um segundo endereço para fazer comparações.

O responsável da Google aproveita ainda para incluir a Amazon e a eBay na disputa que se regista atualmente nos comparadores de preços: «Quando a Comissão Europeia questiona o porquê de alguns sites comparadores de preços não estarem tão bem quanto outros, achamos que a Comissão deveria considerar que muitos websites têm crescido neste período - incluindo plataformas como a Amazon e o Ebay. Com as suas ferramentas de comparação e avaliações, milhões de retalhistas e uma vasta gama de produtos desde ténis a produtos alimentares, a Amazon é um concorrente formidável e tornou-se o primeiro local para pesquisas de produtos. E, à medida que a Amazon tem vindo a crescer, é natural que alguns serviços de comparação se tenham tornado menos populares. Nós concorremos com a Amazon e outros sites para shopping na medida que disponibilizamos informações cada vez mais úteis relativas aos produtos que as pessoas pesquisam».

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