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Apple recusa ativar definições de emergência do iPhone

A funcionalidade Advanced Mobile Location pode ser ativada nos smartphones e permite às equipas de emergência conhecer a localização exata do utilizador. No Android está ativa, mas no iOS não.

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Exame Informática

Há relatos de que a implementação do AML, de Advanced Mobile Location, no Android já tenha contribuído para salvar vidas. No entanto, a Apple continua a manter essa funcionalidade desativada nos iPhones, colocando em risco operações de salvamento para os utilizadores do iOS. A EENA, de European Emergency Number Association, fez um apelo à Apple para que reconsidere e que passe a usar também o AML.

O sistema desenvolvido para o AML tem a vantagem de estar imediatamente ativo, sem ser necessária a intervenção do utilizador. Os smartphones com o AML ativado reconhecem as chamadas para números de emergência e ativam de imediato o GNSS (de Global Navigation Satellite System) e o Wi-Fi, enviando depois uma SMS com a localização exata do utilizador. Os criadores explicam que o AML consegue ser até quatro mil vezes mais exato do que os sistemas atuais.

A EENA, que tem tentado implementar este sistema, revela que começou as negociações com a Google e a Apple há dois anos. Enquanto a gigante das buscas foi célere na decisão e implementou o sistema em um ano, a Apple continua a mostrar-se reticente. Os países como a Estónia, a Suécia ou a Bélgica, onde o ssitema AML está ativo e a funcionar, mostram-se satisfeitos com os resultados até agora. Estima-se que, se estivesse ativo em toda a União Europeia, para os utilizadores de iOS e de Android, o AML poderia salvar 7500 vidas nos próximos dez anos.