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Facebook quer «mais transparência» nos anúncios políticos que publica

A empresa de Zuckerberg está a colaborar com o Congresso dos EUA, no sentido de se perceber se houve interferência russa nas eleições presidenciais e o fundador fez um Live na rede social onde explica que quer criar «novos padrões de transparência».

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Exame Informática

O Facebook vai ceder cerca de três mil anúncios que tinha publicado durante as eleições presidenciais e que descobriu posteriormente estarem ligados a uma conta russa. Agora, Mark Zuckerberg fez um Facebook Live onde explica que pretende uma nova abordagem, mais transparente na forma como os conteúdos políticos são passados numa rede que tem mais de dois mil milhões de utilizadores.

Uma das primeiras medidas é que os anunciantes políticos informem quais as páginas que pagaram pelos anúncios. A empresa quer ainda adicionar mais 250 funcionários a uma equipa que trabalha para a integridade nas eleições e colabora com as comissões eleitorais em todo o mundo para identificar e evitar comportamentos suspeitos.

«Vai sempre haver más pessoas no mundo e não conseguimos evitar que todos os governos consigam interferir. Mas podemos tornar-lhes a vida mais complicada. Muito mais complicada. E é isso que vamos fazer», disse Zuckerberg, citado na Wired.

O Facebook está a ser investigado pela forma como poderá ter sido usado, ou não ter feito o suficiente, para uma interferência russa nas eleições presidenciais. A empresa descobriu que houve vários conteúdos pagos que foram criados a partir de uma conta ligada a um operacional russo, próximo de Moscovo.

Agora, a rede social permite que os utilizadores assinalem as fake news e afirma estar a eliminar ou bloquear contas que partilhem notícias falsas múltiplas vezes. No entanto, não há qualquer evidência de que campanhas coordenadas não consigam ultrapassar este mecanismo de controlo e disseminar notícias falsificadas.