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Bitalino: startup portuguesa entre as melhores do Radar Prize da Comissão Europeia

A Comissão Europeia deu a conhecer as empresas e entidades que mais se distinguiram em projetos e programas comunitários. O kit de monitorização fisiológica Bitalino depende agora da votação dos internautas para passar à final

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A Bitalino foi escolhida pela Comissão Europeia para o grupo de nove finalistas da categoria de Industrial & Enabling Tech, do Radar Prize. A empresa que desenvolve kits de sensores que monitorizam o corpo humano depende agora da votação dos internautas para garantir um lugar entre os quatro finalistas que vão ser sujeitos à escolha de um júri. A Bitalino é a única entidade portuguesa escolhida para as cinco categorias do Radar Prize. Os internautas já podem votar nos finalistas de Industrial & Enabling Tech e também nas outras categorias do Radar Prize.

A Bitalino foi criada em 2013, tendo como atrativo um kit de processamento de sinais fisiológicos (batimento cardíaco, sinais elétricos dos músculos, tensão arterial, etc.) e movimentos do corpo humano que havia sido desenvolvido previamente por investigadores do Instituto de Telecomunicações de Lisboa (IT-L). Desde o lançamento até à data, a startup já vendeu mais de 5000 kits a laboratórios científicos e académicos que necessitam de tecnologias de prototipagem rápida de equipamentos ou conceitos, engenhocas em geral e até algumas marcas de wearables desportivos e dispositivos médicos, cujas denominações se mantêm confidenciais ao abrigo dos tradicionais contratos de fornecimento.

Hoje, as tecnologias Bitalino podem ser compradas em kits (com preços a partir dos 99 euros + IVA) ou em componentes isolados (processador, sensores de luz, temperatura ou de atividade elétrica muscular; com preços a partir de 20 euros). Além dos múltiplos sensores que podem ser comprados à parte, a Bitalino comercializa atualmente sete modelos de kits. Nos tempos mais recentes, a startup portuguesa tem vindo a apostar no lançamento de software e serviços que facilitam a extração e o armazenamento de dados sob a lógica do Cloud Computing.

Hugo Silva, diretor de Inovação da Bitalino e investigador do IT-L, recorda que a startup tem sabido tirar partido da escassez de concorrência. «A maioria das marcas que conhecemos estão focadas no consumidor final, mas a Bitalino está focada no desenvolvimento de uma nova geração de tecnologias de prototipagem e de wearables para a área da educação e das aplicações biomédicas», explica.

A competição Radar Prize é organizada pela Comissão Europeia, com o propósito de distinguir empresas e laboratórios que participam em projetos financiados por fundos ou programas comunitários. Os vencedores de cada categoria serão escolhidos por um júri a 9 de novembro, em Budapeste, Hungria. A mesma cerimónia servirá para escolher um grande prémio atribuído entre os cinco vencedores de cada categoria – que ganhará direito, por essa via, a uma reportagem de divulgação no canal de TV Euronews.

No vídeo mais abaixo pode ver uma reportagem sobre o Bitalino, que passou em 2015 na Exame Informática TV.