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Já arderam 200 estações retransmissoras e 500 quilómetros de rede

Rui Duarte Silva

Durante 2017, arderam mais de cinco mil postes de telecomunicações. A Anacom recorda que países como a Suécia e EUA já estão a adotar traçados subterrâneos para proteger as redes face aos cataclismos

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Os dados acabam de ser revelados pela Autoridade Nacional das Comunicações (Anacom): os incêndios registados em 2017 destruíram já mais de 200 estações de radiocomunicações e mais de 500 quilómetros de cabos de cobre e fibra ótica. O balanço levado a cabo pela entidade reguladora das comunicações revela ainda que, durante este ano, arderam mais de 5000 postes que suportam os cabos das redes de telecomunicações.

Quase todo o território nacional acabou por ser afetado pelos danos provocados pelos incêndios nas redes de telecomunicações, informa a Anacom. Aveiro, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Porto, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real, Viseu são os distritos referidos no levantamento realizado pela Anacom. O número de municípios elencados permite confirmar que, à semelhança da incidência dos incêndios, é nos distritos do centro do País que os incêndios provocaram maiores danos nas redes de telecomunicações.

A Anacom recorda ainda os estudos da Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) e os documentos produzidos pela União Internacional das Telecomunicações (UIT) que apontam os incêndios florestais como os cataclismos com maior potencial destrutivo – sendo que a ocorrência de fogos tende a tornar-se mais regular. Os especialistas recordam também que os cabos suspensos por postes de madeira são a opção mais vulnerável aos incêndios.

«A nível internacional existem diversos países, casos da Suécia ou dos Estados Unidos , que com o objetivo de melhorar o nível de proteção das infraestruturas de redes de comunicações eletrónicas, estabelecem regras ou incentivam a utilização de técnicas avançadas de instalação de cabos de comunicações em traçado subterrâneo (recorrendo, por exemplo, a técnicas de perfuração horizontal dirigida ou à abertura de micro ou mini valas) bem como a limpeza e desbaste da vegetação rasteira e das copas das árvores circundantes, estabelecendo desta forma um perímetro de segurança, no caso de utilização de infraestruturas acima do solo», refere o relatório que acaba de ser publicado pela Anacom.

Com base no levantamento efetuado no terreno, a entidade reguladora das comunicações solicitou à Assembleia da República, ao Governo e aos operadores de telecomunicações um novo quadro legal que permita determinar procedimentos, tecnologias mais adequadas a cada cenário e ainda faixas de proteção para os diferentes componentes das redes de telecomunicações.

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