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“Quando as máquinas se tornarem mais inteligentes que nós”: não é ‘se’, é ‘como’

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A Inteligência Artificial pode ser um perigo ou uma das melhores coisas criadas pela Humanidade, pelo que a criação de regras pode fazer a diferença

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Paulo Matos

Paulo Matos

Jornalista

Max Tegmark, professor do MIT e presidente do Future of Life Institute, desafiou a audiência do Web Summit a embarcar numa pequena viagem histórica da Humanidade e do consequente impacto que a Inteligência Artificial (IA) terá. E a primeira paragem deu-se no início do planeta com aquilo que o docente denominou Vida 1.0, ou seja, quando havia apenas uma existência biológica com as bactérias; daí avançamos para a Vida 2.0, em que os humanos já permitem uma abordagem cultural; e agora caminhamos para a Vida 3.0, com a IA a liderar a vertente tecnológica.

Tendo este preâmbulo como ponto de partida, Max Tegmark focou-se no futuro e nos perigos e vantagens que a IA pode proporcionar à Humanidade. E a diferença entre perigos e vantagens está precisamente no tipo de abordagem que se tem e terá em relações a questões essenciais e sensíveis.

É por isso que o docente defende a existência de quatro chaves para se vencer a corrida à sabedoria:

1) Banir armas autónomas letais (tal como se banem armas químicas, por exemplo)

2) Assegurar que a riqueza gerada pela IA torna a vida de todas as pessoas melhor a nível económico

3) Investir na pesquisa de segurança da IA para criar sistemas robustos e de confiança

4) Refletir que tipo de futuro queremos para a Humanidade