exameinformatica

Uma parceria VISÃO

Siga-nos nas redes

Perfil

Mercados

Autoridades chinesas ordenam que fundador da LeEco regresse ao país

GLENN CHAPMAN / Getty Images

Os problemas financeiros da LeEco, provenientes de um ambicioso e falhado plano de expansão, colocaram Jia Yueting, o fundador da empresa, em maus lençóis junto das autoridades chinesas

  • 333
Paulo Matos

Paulo Matos

Jornalista

Ambição não faltava à LeEco. Com um portefólio onde se incluíam smartphones (por exemplo, a Coolpad é uma das marcas da companhia), bicicletas inteligentes, eletrónica de consumo, um serviço de streaming de vídeo e uma parceria com a Faraday Future para veículos elétricos, a empresa chinesa anunciou um plano de expansão no ano passado que até a levou a fechar um acordo para comprar a norte-americana Vizio por 2 mil milhões de dólares. Esse negócio acabou por não ir adiante, tal como o plano de expansão da LeEco, apesar do investimento de milhares de milhões de dólares.

Os milhões acumulados em prejuízos levaram agora a comissão regulatória de segurança chinesa a tomar uma medida pouco usual: divulgaram uma carta pública a ordenar o regresso de Jia Yueting, fundador da LeEco, à China para lidar com os problemas da companhia. As autoridades avisaram que o falhanço em conseguir pagar as dívidas será considerada uma violação grave dos direitos das empresas e investidores lesados, com um impacto social extremamente negativo.

Refira-se que a LeEco está sob a alçada de uma empresa-mãe chamada Leshi, que foi criada em 2004 por Jia Yueting para fornecer um serviço de streaming de vídeo (semelhante ao que conhecemos atualmente com o Netflix). A Leshi esteve cotada em Bolsa até abril, altura em que decidiu avançar com um plano de restruturação. Em julho, Jia Yueting demitiu-se do cargo de chairman da Leshi, ao mesmo tempo que prometia pagar as dívidas.

De acordo com o Tech Crunch, as autoridades chinesas têm estado a enviar cartas a pedir o regresso de Jia Yueting ao país desde setembro. No início deste mês, o fundador da LeEco acabou por ser colocado na lista oficial de devedores depois de não ter conseguido pagar o equivalente a 71 milhões de dólares a uma das empresas a quem tinha dívidas.