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António Guterres pede regras para a ciberguerra

Horacio Villalobos - Corbis

O secretário geral das Nações Unidas já não tem dúvidas de que as próximas guerras poderão começar com um ciberataque a uma rede elétrica em vez dos tradicionais bombardeamentos

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António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, alertou hoje para a necessidade de criar novas regras ou convenções para uso das denominadas ciberarmas.

«Estou totalmente convicto de que, ao contrário das grandes batalhas do passado, que começavam com fogo de artilharia ou bombardeamentos aéreos, a próxima guerra vai começar com ciberataques em massa para destruir capacidade militar… e paralisar a infraestrutura mais básicas como as redes elétricas», referiu o ex-primeiro ministro português, na cerimónia em que recebeu o título de doutoramento honoris causa da Universidade de Lisboa.

Face à inexistência de regras que limitem os danos materiais e as perdas humanas, o secretário-geral disponibilizou as próprias Nações Unidas como plataforma que poderá intermediar os trabalhos de políticos, cientistas ou militares na elaboração das novas regras para uma nova tipologia de guerra que não está contemplada por convenções como a de Genebra.

De acordo com Reuters, António Guterres alertou para a necessidade de garantir um lado mais humanista nos ciberataques e manter a Internet como uma ferramenta ao serviço do bem.

Pode ter sido a primeira vez que António Guterres fala sobre o assunto – mas não terá sido o primeiro responsável de uma organização internacional a tomar uma posição sobre o assunto. Parte dos estados que participam na Nato têm vindo a trabalhar no desenvolvimento de regras que limitam os danos colaterais de um ciberataque. Este conjunto de regras deverá ser alvo de um acordo no início de 2019.