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Em Portugal, 90% das empresas estão preocupadas com cibersegurança

Os temas relacionados com a segurança e o normal funcionamento das infraestruturas tecnológicas já dominam as preocupações dos gestores portugueses

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As estimativas foram produzidas pela KPMG e têm por base questionários a 76 gestores de empresas portuguesas: os incidentes de cibersegurança já lideram o ranking das preocupações quanto à resiliência e às ameaças que pairam sobre o dia-a-dia das empresas. Em conferência realizada na manhã de terça-feira, a KPMG informou que o inquérito permitiu apurar que 66% dos responsáveis das empresas dizem-se «muito preocupados» com os incidentes de cibersegurança. Se a este valor se juntarem os 24% que se dizen «preocupados» com este tipo de incidentes, conclui-se que um total de 90% dos inquiridos se manifestam preocupados ou muito preocupados com os incidentes de cibersegurança – e os efeitos que podem produzir para os negócios.

O estudo confirma ainda que as tecnologias já têm uma função fulcral em quase todos os setores: 83% dos inquiridos dizem-se preocupados ou muito preocupados com as disrupções relacionadas com tecnologias da informação e comunicação. Estes focos de preocupação superam outros relacionados com falhas de fornecedores críticos, falhas em utilities (energia, água, etc.), incidentes de saúde e segurança no trabalho, incêndios, terrorismo ou desastres naturais.

Cristina Alberto, diretora da Área de Continuidade de Negócio da KPMG recorda que, em 2001, com o ataque às Torres Gémeas de Nova Iorque, provavelmente o maior receio para os gestores dos EUA era o terrorismo, mas esse foco de preocupação foi mudando ao longo do tempo – além de variar com as geografias. O que não impede as empresas portuguesas de seguirem as tendências: «Hoje, o que mais preocupa os gestores é a cibersegurança, porque é uma ameaça séria. Os hackers são profissionais e têm a capacidade para criar a disrupção», conclui a diretora da KPMG.

Apesar das preocupações reveladas, apenas 56% dos gestores acredita que as empresas onde trabalham são resilientes a ameaças ou falhas tecnológicas.

Os números permitem ainda algumas lacunas ou incongruências no tecido empresarial na hora de fazer frente as falhas em computadores, telemóveis, software ou telecomunicações: 71% das empresas registaram um incidente que causou a indisponibilidade de serviços de tecnologias; 59% têm planos de recuperação dos serviços de TI, sendo que 54% afirmam que essas falhas terão durado mais de quatro horas. O estudo apurou que 97% das empresas dispõem de ferramentas de recuperação de incidentes, mas só 57% dos inquiridos têm todas as aplicações de negócio abrangidas pelos planos de recuperação.

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