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Melhor fotógrafo de "natureza morta do mundo" é o português Edgar Martins

Foto da série Silóquios e Solilóquios sobre a Morte, a Vida e outros Interlúdios. Edgar Martins

O Sony World Photografy Awards desta edição deu o título de melhor fotógrafo do mundo à britânica Alys Tomlinson. Edgar Martins venceu o prémio de "melhor natureza morta" e foi o único fotógrafo nomeado para três categorias

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O prémio Sony World Photography Awards é organizado pela World Photography Organisation e tem o apoio da Sony. Na edição deste ano foram atribuídos mais de uma dezena de prémios, com destaque natural para o "melhor fotógrafo do ano" que ficou "em casa", visto que o evento realizou-se em Londres, Reino Unido. A grande vencedora da noite foi a britânica Alys Tomlinson graças à série de imagens intitulada Ex-Voto. Além de ter conquistado o júri, Alys Tomlinson ganhou 25 mil dólares. O júri definiu o trabalho vencedor como uma «magnífica produção, com excelência técnica e ilustração sensível da peregrinação como uma viagem de descoberta e de sacrifício para alcançar um grande poder».

Alys Tomlinson foi selecionada de entre os vencedores das 10 categorias do Concurso Profissional, anunciados hoje juntamente com os segundos e terceiros classificados de cada categoria deste concurso. Foram também revelados os grandes vencedores dos Concursos Aberto (Melhor Fotografia Individual), Juventude e Student Focus.

Uma das fotos da série Ex-Voto de Alys Tomlinson

Uma das fotos da série Ex-Voto de Alys Tomlinson

Um dos nomes mais falados da noite foi Edgar Martins. Não só porque recebeu o título de "melhor fotógrafo de natureza morta do mundo" com o trabalho Silóquios e Solilóquios sobre a Morte, a Vida e outros Interlúdios, mas também pelo segundo lugar na categoria Arquitetura com a série de fotos A Impossibilidade Poética de Conter o Infinito. O fotógrafo português, que nasceu em Évora e reside no Reino Unido, foi ainda finalista da categoria Descoberta do Concurso Profissional, com uma seleção de imagens adicional da série Silóquios e Solilóquios sobre a Morte, a Vida e outros Interlúdios.

Para Edgar Martins, «Este prémio é um reconhecimento de uma forma de trabalhar cada vez mais contrária à prática fotográfica contemporânea. Mais importante ainda, é também um reconhecimento da importância da discussão e reflexão sobre as tensões e as contradições inerentes à representação da morte violenta, bem como do papel profundamente paradoxal mas fundamental da fotografia na sua perceção e inteligibilidade.»

Segundo o artista «A série Silóquios e Solilóquios foi produzida no Instituto de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF), em Portugal. Muitas das imagens produzidas no INMLCF retratam provas forenses, como notas de suicídio, cartas e outros objetos utilizados em suicídios e crimes, bem como outros objetos inerentes ao trabalho dos patologistas. As imagens incluídas nesta série representam uma seleção de cartas de suicídio escritas por pessoas que puseram fim à própria vida. O trabalho perscruta a tensão existente entre a revelação e o questionamento da ocultação, entre outros, e as implicações éticas da representação e divulgação de material sensível desta natureza.»

A cerimónia contou ainda com a presença da vencedora do prémio de Extraordinária Contribuição para a Fotografia, Candida Höfer.

De acordo com a organização, a 11.ª edição teve a participação recorde de 320 mil inscrições de fotógrafos de mais de 200 países e territórios.

Vídeo do momento da revelação do prémio referente à categoria Natureza Morta