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Microsoft quer usar chips mais rápidos para levar Inteligência Artificial para a cloud

A Microsoft explicou que o Project Brainwave vai passar a usar chips FPGA, mais rápidos e flexíveis, para ajudar a levar a Inteligência Artificial para os serviços Azure na cloud.

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Exame Informática

A empresa de Redmond aproveitou a conferência Build para revelar que o Project Brainwave vai passar a operar a partir da cloud, através do Azure. A Microsoft explica que usa chips FPGA, de field programmable gate array, para assegurar uma maior rapidez e flexibilidade, cruciais para a execução de tarefas ligadas à Inteligência Artificial (IA). Esta configuração permite, por exemplo, acelerar algumas tarefas onde a resposta em tempo real é essencial. Vai ser possível aos clientes da Microsoft executar este tipo de trabalhos a partir do seu próprio hardware, sem ter de “usar” os centros de dados da gigante tecnológica, explica a Cnet.

O segmento da IA está a mudar rapidamente e há cada vez mais empresas a concorrer para oferecer novidades em termos de hardware e de software ligados a este campo. Assim, a solução da Microsoft passa por ter uma melhor oferta para estas empresas. O coordenador deste projeto e da transição para a cloud, Doug Burger, explica que há uma «enorme corrida à inovação a acontecer».

«Internamente na Microsoft, usamos redes neurais de imagens para classificar malware», explica Mark Russinovich, responsável pelo Azure. Uma das primeiras aplicações do Project Brainwave com os chips FPGA passa pelo reconhecimento de imagens. O processamento de imagens é um dos campos onde se usa cada vez mais IA e é possível atualmente carregar imagens para os Amazon Web Services, Azure, Watson, Google Cloud ou outros para receber informações sobre o que as máquinas “pensam” que está em cada fotografia. Este tipo de soluções ajuda, por exemplo, a detetar problemas em colheitas, analisar rápida e eficazmente imagens de diagnóstico médico ou de segurança e ainda nos carros autónomos.

Atualmente, o processo de aprendizagem das máquinas passa por “ensinar” as máquinas a reconhecer imagens. Depois de toda a aprendizagem, os especialistas adaptam o modelo e voltam a sujeitar o sistema com mais dados e alterações para reaprender. Os chips FPGA permitem melhorar o processo de reaprendizagem, com uma maior flexibilidade e com a possibilidade de serem reconfigurados em frações de segundos.

Por outro lado, a opção pela cloud é cada vez mais popular, uma vez que as empresas deixam de ter custos associados com centros de dados e passam simplesmente a “comprar” a capacidade de processamento a gigantes como Amazon, Microsoft ou Google.

Assim, levar estas tarefas para a cloud e assegurar uma execução rápida vai ajudar os clientes da Microsoft a realizar trabalhos cada vez mais complexos.

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