exameinformatica

Uma parceria VISÃO

Siga-nos nas redes

Perfil

Mercados

Amnistia Internacional alvo de tentativa de ataque com spyware israelita via WhatsApp

A organização revelou que em junho um funcionário recebeu uma mensagem no WhatsApp que tinha como objetivo instalar um spyware de origem israelita. Acredita-se que um governo esteja por trás do ataque, embora não tenha sido nomeado qual.

  • 333

Exame Informática

Se o funcionário carregasse no link que recebeu, em junho de 2018, seria instalado o malware Pegasus, criado pela israelita NSO Group. Esta empresa dedica-se a vender este tipo de software a governos, pelo que se acredita que haja um governo hostil por trás da tentativa. O responsável de tecnologia da Amnistia Internacional, Joshua Franco, revela que «acreditamos que isto foi uma tentativa deliberada de um governo hostil se infiltrar na rede de trabalho de direitos humanitários da Amnistia Internacional», cita o Gizmodo.

O Pegasus é um malware que permite roubar fotos e mensagens, monitorizar chamadas, espiar através de uma câmara e manter o registo de todas as teclas que são pressionadas. A tentativa de ataque foi feita a um funcionário que trabalha na campanha pela libertação de seis ativistas detidos na Arábia Saudita e que protestavam a favor dos direitos das mulheres. O funcionário recebeu uma mensagem no telefone com um pedido de ajuda sobre os direitos humanitários na Arábia e que continha o link que descarregaria o Pegasus.

A investigação revela que um segundo ativista dos direitos na Arábia Saudita também recebeu um mensagem semelhante.

Investigações recentes ligam o software da NSO Group a pelo menos ataques a 174 indivíduos, noticiou a Forbes. A empresa defendeu-se dizendo que criou o software para ajudar os governos a identificar e interromper atividades criminosas e terroristas. «Qualquer uso da nossa tecnologia contra esse objetivo é uma violação das nossas políticas, dos nossos contratos legais e dos valores que defendemos enquanto empresa», disse a NSO Group.