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Armas impressas em 3D: o debate continua nos EUA

A Defense Distributed tinha vencido a batalha judicial e chegou a distribuir os modelos 3D de uma arma. No entanto, um juiz norte-americano decidiu bloquear o processo e proibiu a publicação.

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Exame Informática

A administração Obama tinha proibido Cody Wilson de publicitar os planos de impressão 3D da arma Liberator. O governo de então explicou que esta publicação violava leis de controlo federal de exportações. Em 2015, a empresa liderada por Wilson, apoiada pelo grupo de defesa das armas Second Amendment Foundation retaliaram e processaram o Departamento de Estado, alegando que estava em causa o direito de livre expressão.

Agora, o Departamento de Justiça do governo atual chegou a um acordo com Cody Wilson e permitiu a publicação dos modelos 3D. No entanto, o juiz Robert Lasnik voltou a proibir a distribuição. Wilson já tinha começado a distribuir os modelos de algumas armas, incluindo as instruções sobre como construir uma AR-15 a 27 de julho, noticia o Geek.com..

Ambos os lados da discórdia estão a preparar os seus argumentos: há 21 procuradores que já processaram a Defense Distributed, enquanto os defensores da empresa alegam que o direito de fazer armas em casa existe desde a fundação dos EUA (sendo necessária uma licença apenas para venda ou distribuição) e que as armas “indetetáveis” já existem muito antes da impressão 3D.

O juiz agendou uma sessão para 10 de agosto onde irá determinar se a proibição de distribuição deste material será para se manter ou não.

A arma Liberator impressa em 3D já foi produzida e testada pela Exame Informática em parceria com a PSP - pode ler e ver a reportagem multimédia aqui.