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Rosetta, a AI do Facebook para detetar discursos de ódio

KIRILL KUDRYAVTSEV

O Facebook anunciou que pretende melhorar o combate ao discurso de ódio com uma solução de Inteligência Artificial que tem o nome de código Rosetta.

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Exame Informática

O método atual de reconhecimento de caracteres para o computador poder dizer o que está a ver em vídeos ou imagens torna-se obsoleto com a dimensão gigante do Facebook, que conta com mais de 2,2 mil milhões de utilizadores. Assim, a empresa de Zuckerberg pretende empregar soluções de AI para extrair texto em diferentes idiomas a partr de mil milhões de frames de vídeo e imagens em tempo real.

Recorde-se que a rede social está a receber críticas por não conseguir fazer o suficiente para escrutinar e vetar o conteúdo que promova a violência. No entanto, a empresa vai continuando a eliminar posts e banir contas, revelando que na Birmânia apagou 18 contas e 52 páginas associadas aos militares nacionais, na sequência da violência contra a minoria Rohingya.

A rede alterou ainda a política de utilização e agora pode remover conteúdos que tenham informações erróneas e que possam levar a mais violência. Na semana passada, a COO do Facebook, Sheryl Sandberg, teve de prestar declarações no Congresso dos EUA sobre as políticas de moderação e de segurança que são colocadas em prática.

Enquanto a solução de AI não consegue eliminar todo o conteúdo ofensivo e de ódio, o Facebook está a contratar mais de 20 mil humanos que possam rever o material publicado.