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Fuel Save ganha prémio de startups da Altice

Na cerimónia de entrega dos prémios da Altice, uma investigadora da Universidade de Aveiro brilhou com uma nova arquitetura de processadores fotónicos para satélites. O prémio de startups foi atribuído a uma app que permite poupar no combustível

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A Fuel Save ganhou o concurso Altice International Innovation Award. A vencedora do concurso, que foi anunciado em Lisboa numa cerimónia realizada durante a noite de quarta-feira, recebeu um prémio de 50 mil euros – provavelmente o maior, em termos monetários, nos concursos de inovação atualmente organizados em Portugal. O prémio Academia, que pretende distinguir teses de mestrado e doutoramento, foi atribuído a Vanessa Duarte, investigadora da Universidade de Aveiro, pelo trabalho desenvolvido com o projeto Towards 5G: Tb/s speed Telecom Payloads. Vanessa Duarte recebeu um prémio de 25 mil euros da Altice, a que se junta ainda um prémio Born From Knowledge, no valor de 5000 euros, que foi atribuído pela Agência Nacional de Inovação.

«A aplicação móvel Fuel Save, única no mercado, recorre a dados em tempo real e algoritmos de machine learning, permitindo dar instruções, também em tempo real e num formato semelhante ao das indicações de uma aplicação de navegação, aos condutores de camiões no sentido de melhorar a sua condução e, deste modo, poupar até 20% de combustível. Destinada a empresas transportadoras, a sua tecnologia recorre a telemetria, viabilizando as melhores recomendações de condução, face às condições em cada momento», explica o comunicado da Altice sobre a startup Fuel Save.

A Fuel Save tem atualmente a correr um projeto-piloto com a tecnologia de telemetria que permite racionalizar o consumo de combustível.

Vanessa Duarte desenvolveu uma arquitetura de bprocessadores fotónicos para uma nova geração de satélites, que promete aumentar a largura de banda disponibilizada aos consumidores finais.

«O projeto vencedor na categoria Academia responde ao facto de as comunicações via satélite virem a ter um papel fundamental na superação do gap digital, uma vez que não é possível fazer chegar Internet por fibra ótica a todos os lugares do mundo. Uma adesão massiva a serviços via satélite irá requerer um desempenho e custo semelhantes à Internet por fibra ótica. Para atingir este ambicioso objetivo, é necessário o desenvolvimento de uma nova geração de satélites de telecomunicações baseados em processadores muito poderosos, com vista a alcançar uma capacidade total superior a 1 Tb/s», explica o comunicado da Altice.

Os prémios de inovação da Altice reuniram 82 candidaturas. Esta foi a segunda edição dos prémios que são decididos por um júri composto por representantes de várias entidades ligadas à inovação. Alexandre Fonseca, CEO da Altice Portugal, aproveitou a cerimónia para anunciar: no próximo ano voltará nova edição dos Altice International Innovation Award.

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