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Brasil tenta controlar expansão das fake news antes das eleições

A poucos dias das eleições presidenciais no Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral concluiu que a disseminação de informações falsas teve um papel relevante nas votações e reune-se com o WhatsApp para discutir o que pode ser feito.

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«Tivemos uma conversa produtiva sobre as ações que podemos tomar para mitigar o mau uso e como podemos trabalhar juntos para combater a desinformação», explicaram os responsáveis do WhatsApp presentes numa videochamada com os representantes do Tribunal Superior Eleitoral. Sabe-se que os membros deste conselho do Tribunal vão ainda reunir-se com a Google e o WhatsApp nos próximos dias, no entanto, teme-se que as ações possam chegar tarde, uma vez que as eleições estão a apenas alguns dias, marcadas para 28 de outubro.

De acordo com a ZDNet, alguns comentadores referem que o TSE subestimou o impacto das fake news nas eleições. Agora, representantes dos dois candidatos debateram o assunto com Rosa Weber, responsável pelo TSE. O grupo especial do TSE encontrou-se com o Whatsapp no dia 10 de outubro e a reunião anterior aconteceu apenas em junho. O conselho iniciou atividades em janeiro de 2018 e surgiu com a promessa de que iria investigar a influência da Internet nas eleições, analisar como outros países lidam com o fenómeno e preparar uma atualização das políticas atuais do Tribunal sobre inovações tecnológicas.

Neste caso em concreto, o WhatsApp já recusou no passado atuar sobre o fluxo de comunicações que passa nos seus sistemas. Quando questionado sobre se poderia atuar sobre as mensagens de fake news relacionadas com as eleições, os responsáveis alegam que o sistema de encriptação da plataforma não permite ler os conteúdos das mensagens assim que chegam aos servidores.