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Samawatt: a startup suíça que ganhou o EDP Open Innovation

Mahmoud Hamada, CEO da Samawatt, ao centro da foto, tendo ao lado esquerdo Francisco Pedro Balsemão, CEO da Impresa, e António Mexia, presidente da EDP

EDP/PAULO ALEXANDRE COELHO

Descentralização, digitalização e renovação: os 10 finalistas do EDP Open Innovation deram a conhecer a energia do futuro. O concurso de startups contou com concorrentes de 34 países

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O EDP Open Innovation terminou esta terça-feira ao final da tarde com o anúncio da startup vencedora. Pelo palco do novo espaço criativo que a distribuidora de eletricidade reabilitou junto ao Porto de Lisboa passaram 10 startups que prometem energia descentralizada, mais ecológica e digital – e a vencedora da edição de 2018 do concurso de startup promete ser uma fiel representante destas tendências: Samawatt, uma startup suíça, arrebatou o primeiro prémio de 50 mil euros, com a apresentação dois serviços que ajudam a calcular – e a reduzir perdas – da produção energética proveniente de fontes renováveis. O serviço, que é disponibilizado na lógica de cloud computing, está disponível para empresas que gerem parques eólicos e fotovoltaicos. No que toca aos parques eólicos, a Samawatt promete uma redução de 30% a 50% dos custos relacionados com o equilíbrioo entre preços e condições climáticas.

O concurso EDP Open Innovation distinguiu ainda mais duas startups, que garantem assim a presença no stand da Web Summit que arranca na próxima semana: a EzzingSolar, que apresentou uma ferramenta que promete ajudar as empresas que operam na instalação e na gestão de painéis fotovoltaicos a reduzirem 40% dos custos operacionais, e ainda a Ecolibrium, que desenvolveu uma plataforma que correlaciona consumos de energia e dados obtidos junto de vários equipamentos ou máquinas para antecipar avarias ou conhecer melhor as condições em que operam os diferentes dispositivos.

A edição de 2018 do Open Innovation recebeu candidaturas de 34 países. Entre os 10 finalistas, figurou apenas uma empresa portuguesa: a GoParity, uma startup que criou um marketplace que permite a captação de investimento em energias renováveis.

Além dos benefícios para a imagem de marca, a EDP pretende tirar partido do Open Innovation enquanto fonte inovação que poderá vir a gerar novas oportunidades de negócio. Participação em projetos piloto das startups concorrentes ou investimento no capital das jovens empresas são opções que poderão vir a ser analisadas nos próximos tempos. E os eventuais investimentos não terão de ficar obrigatoriamente limitados às três startups distinguidas nesta edição do concurso de inovação.

«Os prémios que nós damos são um estímulo, mas não são aquilo que realmente está em causa. Para estas empresas, o que está em causa é a possibilidade de conhecer pessoas na área dos negócios, fazer afinações ou algum (teste) piloto, ou até mais que isso», Luís Manuel, administrador da EDP Inovação, para depois adiantar: «Já temos alguns acordos (com startups finalistas). Pilotos ainda não temos, porque eles chegaram na semana passada, e estamos a definir o que pretendemos fazer. Esperamos ter 10 (pilotos), mas não sei se vamos ter 10 pilotos».

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