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Volkswagen está a usar computação quântica para evitar o trânsito antes que aconteça

O braço tecnológico do grupo Volkswagen juntou-se à D-Wave para desenvolver algoritmos baseados em computação quântica para ajudar a organizar os transportes públicos e, no futuro, permitir que os veículos autónomos deixem de precisar de sinais de trânsito

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O grupo alemão Volkswagen, que também inclui marcas como a Audi, Seat, Skoda e Porsche, e a D-Link aproveitaram o Web Summit, que decorre em Lisboa, para anunciar uma parceira no desenvolvimento de soluções para a mobilidade baseadas em computação quântica.

A Volkswagen garante que está a ter sucesso na utilização de computadores quânticos da D-Wave para desenvolver algoritmos capazes de prever, em zonas urbanas, o estão do trânsito, e a procura por transportes públicos. Algoritmos que vão permitir, por exemplo, que os serviços de táxi consigam antecipar as zonas onde vai haver maior procura destes serviços ou alterar a cadência e tipo de trajeto dos transportes públicos. Uma aplicação que até poderá estar disponível, a título de demonstração, em Portugal durante a edição de 2019 do Web Summit.

De acordo com os representantes do grupo alemão, a Volkswagen conseguiu programar algoritmos que funcionam de modo muito mais eficiente em computadores quânticos do que seria possível utilizando computadores e programação tradicionais. Para o efeito, os técnicos da Volkswagen e da D-Wave tiveram de recorrer a métodos de programação diferentes, sem recorrer às linguagens de programação habituais. Isto porque os computadores quânticos trabalham de uma forma muito diferente dos convencionais.

Os algoritmos baseiam-se em dados recolhidos, de modo anónimo, através dos telemóveis e transmissores transportados nos carros. Esta “nuvem” de dados é analisada por um sistema de aprendizagem de máquina que consegue antecipar os movimentos de trânsito cruzando um grande número de variáveis, além da posição e movimento dos veículos propriamente ditos.

Para a Volkswagen, a tecnologia desenvolvida pode ser adaptada, em princípio, a qualquer cidade. Desde que o sistema seja “alimentado” pelos dados necessários. Esta tecnologia está a ser desenvolvida também em antecipação dos carros autónomos. O CIO da Volkswagen, Martin Hofmann, deu exemplos «poderemos controlar a velocidade e trajetos dos carros autónomos para evitar engarrafamentos mesmo antes que aconteçam».

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