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Web Summit: 70 mil pessoas em busca do futuro

Durante quatro dias, o Parque das Nações promete funcionar como capital das tecnologias, da inovação e da sustentabilidade. Tim Berners-Lee e António Guterres são os expoentes máximos num evento que tem a sustentabilidade como tema

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Até ao início de outubro pairou a dúvida: será a edição de 2018 a última da Web Summit em Lisboa? A um mês do arranque da nova edição, o Governo e o mentor da Web Summit Paddy Cosgrave confirmaram que aquela que é possivelmente a maior feira de inovação e startups do mundo vai permanecer pela capital nos próximos 10 anos, a troco de 110 milhões de euros, pagos em tranches anuais de 11 milhões de euros. E é com este cenário de recomeço que arranca esta segunda-feira a edição da Web Summit de 2018: são esperadas mais de 70 mil pessoas – e não será de estranhar que a percentagem dos sub-30 seja a dominante nas faixas etárias presentes no evento que, este ano, tem como temática principal a Sustentabilidade do Planeta.

Com o novo contrato, a organização da Web Summit assume o compromisso de tentar elevar para 140 mil a fasquia dos visitantes. Para a economia nacional, o crescendo de visitantes será uma ótima notícia: em 2017, a Web Summit terá ajudado a movimentar entre 200 e 300 milhões de euros. O novo contrato também poderá produzir efeitos na cidade de Lisboa: o Governo confirmou que, para alcançar os 140 mil visitantes, poderá ser necessário fazer algumas remodelações do Parque das Nações, do Altice Arena ou da Feira Internacional de Lisboa (FIL).

A superconferência que arranca esta segunda-feira deverá contar com alguns pesos sonantes da política internacional: a par dos Comissários Europeus Magrethe Vestager e Carlos Moedas, é também esperada a participação do secretário-geral da ONU António Guterres, e a Alta Comissária para os Direitos Humanos da ONU Peggy Hicks. Nos oradores da área das tecnologias, o cartaz permanece sem grandes surpresas: além dos já “habitués” robôs e investigadores da Hanson Robotics, Sean Rad, ex-líder da Tinder, ou até do campeão de xadrez Garry Kasparov, há ainda Peter Smith, da Blockchain, Brad Smith, da Microsoft, e aquele que será provavelmente o orador com mais solicitações de entrevista nesta Web Summit: Tim Berners-Lee, o denominado pai da Web (não confundir com Internet). Na lista, já não consta Marine LePen – a líder da Front Nationale, partido de extrema direita francês, que foi “desconvidada” depois de uma pequena celeuma gerada nas redes sociais.

Em paralelo com as palestras e entrevistas no palco principal, a Web Summit conta ainda com mais de duas dezenas de conferências temáticas: robótica e automóvel; programação; design e indústria criativas; criptomoedas; produção de conteúdos; tecnologias do futuro; estratégias de negócio; saúde; moda; economia e finanças; música; marketing; sustentabilidade; software como serviço; desporto; formação de empreendedores e startups; análises de produtos; e apresentação de conceitos e protótipos; um fórum aberto ao público: e ainda um espaço dedicado à mentoria de novos negócios. A análise dos palestrantes permite confirmar uma grande heterogeneidade nos temas e nos palestrantes: em paralelo com ilustres desconhecidos e temas quentes, também é possível encontrar alguns nomes que aparentemente terão garantido a presença no evento por questões comerciais.

As conferências, que nalguns casos são protagonizadas por startups que já se encontram em fase de consolidação, são o principal atrativo – mas importa não esquecer que durante os quatro dias da Web Summit decorre aquela que será uma das principais competições de startups, cujos finalistas e vencedores terão direito a alguns minutos de fama no palco principal.