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Na pele de um investidor: o palco dos pitchs do Web Summit

Poucas palavras são tão repetidas no Web Summit como pitch. Empreendedores com ideias abundam, mas o financiamento estará longe de chegar a todas

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Paulo Matos

Paulo Matos

Jornalista

No palco, um representante de uma empresa faz uma apresentação em inglês. A escutá-lo e a ver os slides de PowerPoint estão quatro potenciais investidores. Nas cadeiras disponíveis para o público cerca de 40 pessoas seguem o pitch. Em discussão está o Laika, um robô criado pela CamToy, que pode ser controlado remotamente e visa entreter os cães que ficam em casa quando os donos vão trabalhar.

Um dos sinónimos de pitch no Web Summit é “rapidinha”, com os apresentadores a terem pouco mais de um par de minutos (3 minutos para sermos mais exatos) para vender ideias ou produtos. Porque a seguir há outro empreendedor a postos. E outro a seguir. E assim sucessivamente.

O mestre de cerimónias interrompe discretamente a apresentação para forçar a finalização e segue-se uma série de questões por parte dos potenciais investidores. No caso do Laika, as perguntas vão desde as mais habituais “qual é o valor deste mercado?” ou “como vê o caminho futuro da empresa?” até à mais específica “como protegem a minha privacidade, uma vez que o robô tem uma câmara e eu gosto de andar nu pela casa?”. As respostas são dadas, piscam-se os olhos e já está outro empreendedor no palco.

E este é apenas um dos três palcos disponíveis nos pavilhões da FIL para pitchs. Alguns chegarão ao palco principal na Altice Arena, alguns conseguirão o financiamento que almejam. A maioria não. Mas se o Web Summit serve para demonstrar alguma coisa é que ideias não faltam. No caso do Laika, os nossos cães agradecem. E enquanto esteve a ler este artigo já decorreu mais um pitch. Até quinta feira, o ritmo da apresentação de ideias será avassalador.

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