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Carros voadores: será 2025 o ano zero dos carros voadores?

«Uma cidade de 10 mil ou 20 mil pessoas possivelmente não vai beneficiar de autoestrada ou linhas para os comboios mais rápidos, mas pode investir 20 mil dólares para construir uma plataforma que pode receber este tipo de veículos»

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Se depender de Alexander Zosel ou de Remo Gerber, 2025 será mesmo o ano zero dos carros voadores. O primeiro lidera a Volocopter. O segundo gere a Lilium Aviation. Ambos foram convidados para falarem dos seus projetos e do futuro da aeronáutica ligeira e urbana na Web Summit. Como em muitas novidades, os carros voadores terão, provavelmente, como pioneiros os consumidores mais endinheirados que têm agendas mais concorridas, mas entre os fabricantes há quem acredite que não é apenas uma questão de tempo e dinheiro a comandar a adoção desta nova família de máquinas voadoras: «estes sistemas não permitem apenas poupar tempo; também permitem a experiência de voar», admite Zosel.

Pelas contas de Remo Gerber, ainda são sete anos que terão de passar para que os carros voadores ou drones de passageiros alcancem um novo marco: a obtenção de uma certificação – provavelmente nos EUA – que permita levar um dos novos veículos alados para os céus. Para a Volocopter, o ano de 2025 comporta outro tipo de objetivo: é a data em que possivelmente os veículos da empresa alemã poderão ser pilotados por humanos – o que poderá representar uma evolução face aos testes já levados a cabo no Dubai. Nessa altura, é possível que, além da necessidade, os consumidores valorizem a vertente libertadora de um transporte que tanto se move na horizontal como na vertical: «por vezes as pessoas vão escolher um Volocopter apenas para poderem desfrutar da vista de cima», reitera Zosel.

Alexander Zosel, líder da Volocopter

Alexander Zosel, líder da Volocopter

A aeronáutica ligeira pode ter pontos em comum com os hóbis mais radicais ou com a ficção científica, mas nenhuma dessas características serviu de entrave aos múltiplos projetos e startups que estão a trabalhar neste segmento. Remo Gerber não receia a concorrência. E diz mesmo que a proliferação e iniciativas pode ser benéfica: «quanto projetos houver, mais cidades haverá que vão pensar na necessidade de instalar infraestruturas».

As infraestruturas estão longe de ser um detalhe: sem locais específicos para aterragem e descolagem, não será possível enquadrar de forma segura os carros voadores num espaço urbano. O líder da Lilium Aviation prefere encarar pela positiva essa possível remodelação do espaço urbano: «uma cidade de 10 mil ou 20 mil pessoas possivelmente não vai beneficiar de autoestrada ou linhas para os comboios mais rápidos, mas pode investir 20 mil dólares para construir uma plataforma (que pode receber este tipo de veículos)», prevê Remo Gerber, para depois recordar: «(Com os novos veículos voadores) a conectividade fica mais barata. O ar em que os veículos voam já lá está».

Remo Gerber, responsável da Lilium Aviation

Remo Gerber, responsável da Lilium Aviation

A expressão «o ar já lá está» é também uma forma de lembrar que nos céus não é preciso alcatrão: «há muito menos barreiras, menos obstáculos, não há pessoas e muito ar livre», recorda Remo Gerber, sem de deixar de lembrar os obstáculos que ainda terão de ser superados nos tempos mais próximos: «estes veículos andam depressa e por isso será necessário criar regulação rapidamente».

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