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Câmaras com tecnologia Intel e IA para ajudar a parar caça furtiva

Resolve

Walden Kirsch

Uma organização sem fins lucrativos desenvolveu uma câmara com Inteligência Artificial que pode ajudar a combater o flagelo da caça furtiva aos elefantes.

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Exame Informática

O Parque Nacional do Serengeti, na Tanzânia, ocupa uma área do tamanho da Bélgica e é monitorizado por apenas 150 vigilantes. Estes funcionários são responsáveis por manter a segurança e evitar a caça furtiva, tarefas que são dificultadas pela vasta extensão e pela escassez de recursos. A organização sem fins lucrativos Resolve pretende usar uma solução tecnológica que pode ajudar neste esforço através de uma câmara chamada TrailGuard AI.

Este sistema usa chips de reconhecimento da Intel para identificar humanos e animais, como elefantes, que passem pelo seu campo de visão. A informação é depois enviada para os vigilantes que podem assim atuar rapidamente onde seja detetado movimento. O objetivo é prevenir a caça furtiva antes que esta aconteça, localizando os caçadores e os animais mais rapidamente, explica o The Verge.

A solução TrailGuard AI usa algum trabalho que a Resolve já tinha desenvolvido no passado, mas os novos dispositivos permitem mais autonomia e melhor capacidade de deteção. As novas câmaras têm a espessura de um dedo humano, bateria para um ano e meio de operação e permitem identificar com eficiência humanos, veículos ou animais, através do chip Movidius Myriad 2 VPU (de vision processing unit), a mesma tecnologia usada pelas câmaras Clip da Google.

As câmaras vão ser colocadas estrategicamente junto de trilhos de passagem e a informação partilhada deverá permitir reduzir o flagelo da caça furtiva. A Resolve pretende que a solução seja usada em mais de cem parques e reservas em África.