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Palmer Luckey está a desenvolver um programa de vigilância inteligente para o Pentágono

Fotografia de Palmer Luckey durante a WebSummit 2018, em Lisboa

NurPhoto

O projeto, liderado pelo fundador da Oculus Rift, tem o objetivo de apurar e escrutinar as imagens recolhidas por drones, de forma a facilitar a tomada de decisão militar em zonas de intervenção

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Francisco Garcia

A Anduril Industries, empresa de drones autónomos e tecnologia para defesa militar fundada em 2017 por Palmer Luckey, anunciou uma parceria com o Pentágono, no desenvolvimento de um projeto relacionado com inteligência aritificial (IA). O projeto chama-se Maven e tem gerado alguma controvérsia, pois consiste na utilização de um sistema que recorre à IA para analisar imagens recolhidas pelos drones, para identificar pessoas na fronteira dos Estados Unidos da América com o México.

Segundo o The Intercept, o objetivo principal deste projeto, para além de reduzir os custos da mão de obra humana na análise de imagens e informação, é apurar e escrutinar a informação de forma a facilitar a tomada de decisão militar em zonas de intervenção.

Mas o projeto tem agitado as águas em Silicon Valley. No ano passado a Google mostrou-se disponível para integrar o projeto piloto, embora para desgosto de alguns dos seus colaboradores, que pediram à companhia para não levar avante as suas intenções. A Google acabou por desistir, tendo deixado o seu contrato com o Departamento de Defesa americano expirar. Algo semelhante sucedeu com a Microsoft, uma vez que os trabalhadores se demonstraram contra o envolvimento da empresa num projeto de aplicação da HoloLens em contexto militar.

De acordo com o The Intercept, consta que Luckey, conhecido por ter criado o Oculus Rift, está envolvido no projeto Maven desde 2018 e que a Anduril Industries está a usar o sistema Lattice para captar informação em 3D útil para dirigir drones em situações de combate. O site informa ainda que é possível que esta tecnologia possa vir a ser aplicada em zonas de interesse militar, como o Afeganistão.

Nas redes sociais, Palmer Luckey tem-se mostrado fortemente a favor da aplicação de tecnologia de ponta em contextos militares, assumindo uma maior receptividade que, por exemplo, a Google, em projetos de defesa do governo americano.

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