DNS.pt nega ter tentado assumir controlo de ISOC PT
A DNS.pt reitera que as duas dirigentes que estiveram presentes na Assembleia Geral da ISOC PT apenas participaram a título pessoal. Lista desistente acusa a direção cessante de ter tentado boicotar a entrada de associados e de não revelar o balanço financeiro de 2018
A DNS.pt já reagiu à carta aberta que dá conta da suspensão da Assembleia Geral do Capítulo Português da Internet Society (ISOC PT). A DNS.pt nega ter marcado presença a título institucional e nega que duas das respetivas dirigentes tenham integrado uma lista candidata à direção da ISOC PT. Entretanto, a lista de candidatos que gerou a situação controversa já terá optado pela desistência.
Na Carta Aberta, dois dirigentes cessantes da ISOC.pt alegam que funcionários da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e da associação DNS.pt terão tentado concertar esforços para assumir o controlo da ISOC PT, com a apresentação de uma lista de candidatos à direção.
«Efetivamente, Luísa Gueifão (Presidente do Conselho Diretivo da Associação DNS.PT) e Marta Dias (Vogal Executiva daquela associação) estiveram presentes na AG enquanto associadas fundadoras do Capítulo Português da Internet Society e membros da Internet Society desde 2010. Aliás, estiveram presentes para participar nos trabalhos de uma associação de que fazem parte. Luisa Gueifão presidiu inclusivamente à primeira Mesa da Assembleia-Geral do ISOC PT, tendo Marta Dias pertencido à Direção», reitera a DNS.pt num e-mail enviado para a redação da Exame Informática.
Além de recordar os estatutos da ISOC PT que defendem práticas não discriminatórias, a direção da DNS.pt sublinha:que «o Capítulo Português da Internet Society é membro do Conselho Consultivo da Associação DNS.PT desde a sua constituição, sendo que ambas as instituições partilham muitos princípios em comum».
Manuel Pereira, o líder da lista que levou à suspensão da Assembleia Geral e que entretanto desistiu da candidatura, revela ainda uma versão bem diferente que é dada a conhecer pela carta aberta divulgada por dirigentes cessantes da ISOC PT. De acordo com Manuel Pereira, a lista que liderou foi vítima de várias irregularidades. «As irregularidades vão do "congelamento" de admissão de novos associados (a adesão é feita online no sítio do ISOC, sendo automaticamente aceite; a participação num capítulo não pressupõe aprovação pela respetiva direção), ao caderno eleitoral por atualizar (limpando duplicações e corrigindo misteriosos desaparecimentos), passando pela ausência de prazos para formalização de listas candidatas e apresentação e defesa de programas e linhas de ação junto dos associados, em igualdade de circunstâncias».
A esta denúncia, Manuel Pereira recorda, enquanto candidato desistente, que a Assembleia Geral previoa a aprovação do balanço financeiro da ISOC PT. O que acabou por não acontecer.
«Com idêntica pertinência, parece intransponível a indisponibilidade da Direção demissionária em reformular o “Relatório de Atividades e Contas do ano de 2018”, anexando a documentação financeira em falta, relevante para traçar com fidelidade o ”retrato” da associação. A intenção de não tornar público os documentos em falta, convidando ao invés à consulta privada, via “marcação de uma visita em horário a definir”, contrasta com a divulgação do caderno eleitoral no sítio do ISOC.pt, lapso entretanto corrigido, não fora o conflito evidente com o Regulamento Geral de Proteção de Dados», referiu Manuel Pereira num comunicado enviado a 7 de março para a Mesa da Assembleia Geral da ISOC PT.
«Enfim, é bizarro que a Direção se tenha demitido sem terminar o mandato, para de novo concorrer com o mesmo candidato a presidente. De nada valeu a manifestação de impotência e frustração que consta de documento então publicado e, esse sim, distribuído aos associados», acrescenta Manuel Pereira.
A Carta Aberta, que foi escrita por José Legatheaux Martins e Nuno Manuel Guimarães, presidente da direção e presidente do Conselho Fiscal da ISOC PT, respetivamente, denuncia uma alegada concertação de esforços entre funcionários da FCT e da DNS.pt com o objetivo de assumir o controlo da ISOC PT através da apresentação de uma lista de candidatos à direção.
A apresentação da lista acabou por levar à suspensão da Assembleia Geral que decorreu a 25 de fevereiro. Foi agendada nova Assembleia Geral para 25 de março, devido a alegadas irregularidades.Os dirigentes cessantes da ISOC PT optaram por não esperar pela nova Assembleia Geral e enviaram a já mencionada Carta Aberta para Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariana Vieira da Silva, Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, e Francisca Van Dunem, ministra da Justiça.
Relacionados
-
Profissionais da FCT e da DNS.pt tentaram assumir controlo de sociedade que criticou gestão dos endereços portugueses
Os líderes da direção cessante da ISOC PT não têm dúvidas quanto às reais intenções da lista criada por funcionários da FCT e da DNS.pt: «O móbil desta concertação é evidente: calar a atual direção do ISOC-PT devido às críticas à forma como o processo de gestão do domínio de Portugal tem vindo a ser conduzido».
Em destaque na Homepage
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
Co-fundador do WhatsApp encoraja utilizadores a apagar perfis do Facebook
18.03.2019 às 20h01
-
-
Gacha, o autocarro autónomo que aguenta todas as condições meterológicas
18.03.2019 às 8h53
-
-
-
Comentários