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Julian Assange pode vir a ser extraditado para os Estados Unidos da América e condenado a 5 anos de prisão

Julian Assange gesticula para os órgãos de comunicação social, enquanto é levado num veículo das autoridades inglesas

Jack Taylor - Getty Images

O mentor da WikiLeaks receberá assistência jurídica da Austrália, por ser cidadão do país, embora o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, afirme que não lhe será dado «tratamento especial»

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Francisco Garcia

Após ter sido ouvido por um juiz inglês, Julian Assange arrisca-se a enfrentar uma pena de doze meses de prisão no Reino Unido e terá uma segunda sessão por vídeoconferência com a justiça americana, para responder às acusações de alegadamente ter infiltrado os sistemas do Pentágono e divulgado informação confidencial na WikiLeaks. Caso seja extraditado para os Estados Unidos da América pode cumprir uma pena de cinco anos prisão.

O mentor da WikiLeaks receberá assistência consular da Austrália esta sexta-feira, por ser cidadão do país, embora o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, afirme que não lhe será dado «tratamento especial», avança o The Guardian.

A detenção aconteceu um dia após a WikiLeaks ter acusado o governo do Equador de encabeçar uma «operação de espionagem de larga escala» contra Assange. A plataforma afirma que durante o ano passado Assanje foi filmado em várias ocasiões quando recebia visitas dentro da embaixada, a mando do governo equatoriano.

Segundo o The Guardian, Theresa May sublinha que esta detenção «serve de exemplo para mostrar que no Reino Unido, ninguém se encontra acima da lei» e que o governo inglês estava ciente das intenções do Equador em revogar o estatuto de exílio de Assange. Nomeadamente, Lenin Moreno, presidente do Equador, afirmou que a decisão foi tomada tendo por base que Assange «violou regularmente os protocolos de funcionamento e bem-estar da embaixada equatoriana».

Figuras políticas como Jeremy Corbyn vieram já pronunciar-se nas redes sociais, apelando ao governo inglês que não extradite Julian Assange para os Estados Unidos.

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