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Spotify em guerra contra taxas da App Store

Chesnot - Getty Images

A Spotify acusa a Apple de posição monopolista ao aplicar técnicas que prejudicam o serviço de streaming quando este não opta pelo serviço de cobrança implementado pela Apple

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Francisco Garcia

Em março deste ano, a Spotify apresentou uma queixa contra a Apple à União Europeia, afirmando que a sua app está a ser «prejudicada» pela App Store. De acordo com o Financial Times, a instituição europeia vai dar início a uma investigação durante as próximas semanas para investigar a situação.

Numa publicação de blog, Daniel Ek, CEO da plataforma de streaming de áudio, afirmou que a Apple pôs a Spotify numa «posição complicada». «A Apple requer que tanto a Spotify, como outros serviços digitais, paguem 30% do valor cobrado em todas as compras feitas através do método de pagamento da Apple, inclusive, quando um utilizador faz upgrade para o nosso serviço Premium. Se pagarmos este imposto, seremos forçados a inflacionar o preço dos nossos serviços (…)», sublinhando que, dessa forma, ficarão mais caros que os serviços da Apple Music.

Afirmou ainda que «caso a empresa escolha não usar o sistema de pagamento da Apple, pode vir a sofrer consequências, na medida em que a Apple pode aplicar uma série de restrições técnicas à Spotify».

A Apple veio defender-se, afirmando que «a Spotify quer todos os benefícios de uma app grátis sem ser grátis», acusando a empresa de ter uma «retórica desviante» e de enganar os artistas.

Um dia depois de ser feita a queixa, Margrethe Vestager, Comissária Europeia da Competição, disse publicou na Twitter uma mensagem de apoio ao CEO da Spotify. No mês passado, a Comissária Europeia deu uma entrevista numa rádio francesa, na qual se mostrou fortemente a favor da aplicação de impostos às grandes empresas tecnológicas, nomeadamente, a Google, Apple, Facebook e Amazon, para garantir uma maior balanço do mercado.

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