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Huawei disposta a assinar pactos de não-espionagem com governos

Só no primeiro trimestre deste ano a Huawei vendeu 59 milhões de smartphones

Yui Mok - Getty Images

A Huawei continua na ordem do dia e a tentar defender-se das suspeitas de que os seus equipamentos são usados para espionagem a favor do governo chinês. A empresa está disposta a assinar compromissos de não espiar, nem manter backdoors nos seus equipamentos.

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«Estamos dispostos a assinar acordos de não-espionagem com os governos, incluindo com o Reino Unido, para mostrar o compromisso em garantir que os nossos equipamentos respeitam os standards anti-espionagem e não têm backdoors», disse o presidente da Huawei, Liang Hua, em Londres.

Esta manifestação de compromisso é especialmente oportuna, uma vez que muitas nações, como o Reino Unido, estão a decidir atualmente sobre até que ponto irão permitir que a Huawei participe na construção das infraestruturas 5G de cada nação. Recorde-se que recentemente os EUA ameaçaram deixar de partilhar informação sensível com a Alemanha, caso esta continuasse a colaborar com a Huawei.

Theresa May, a Primeira-Ministra no Reino Unido, despediu recentemente o ministro da Defesa Gavin Williamson, depois de fugas de informação terem revelado que a Huawei iria ter um papel importante na rede 5G e colocando assim o país contra o aliado EUA, lembra a Reuters.

Do lado da Huawei, Huang relembrou que a empresa cooperou com o National Cyber Security Centre do Reino Unido na monitorização da tecnologia usada e que melhorou as suas capacidades de engenharia de software para se equivaler aos rivais. O executivo reitrou que não há qualquer ligação com a China ou que os aparelhos da empresa sejam espiões a favor de Pequim. «Não há qualquer legislação chinesa que nos obrigue a recolher informações de um governo estrangeiro ou a implementar backdoors para o governo chinês», concluiu Huang.

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