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Pedro Sinogas, fundador da Tekever, diz ser alvo de persecução e chantagem dos sócios

O sócio maioritário da Tekever recorda que, em outubro de 2018, apresentou uma queixa-crime no Departamento de Investigação e Ação Penal do Ministério Público (DIAP) contra os sócios

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Pedro Sinogas, administrador da Tekever que foi suspenso pela justiça, diz estar a ser alvo de uma campanha persecutória dos sócios minoritários Ricardo Mendes e Vítor Cristina. Sinogas, atualmente com 52% da empresa, alega que o processo que levou à suspensão do cargo que tinha na administração resulta de «tensões iniciadas em meados de 2017». O fundador da produtora de drones e sistemas de comunicações para satélites relaciona as ações judiciais de que tem sido alvo com o propósito de denegrir a imagem e de assumir o controlo do Grupo. O sócio maioritário da Tekever recorda ainda que apresentou uma queixa-crime no Departamento de Investigação e Ação Penal do Ministério Público (DIAP) contra os sócios em outubro de 2018.

Leia o comunicado de Pedro Sinogas na íntegra:

«Na sequência de tensões iniciadas em meados de 2017, os meus sócios minoritários no Grupo TEKEVER, Vítor Cristina e Ricardo Mendes, deram início a várias ações judiciais contra mim, as quais têm como único propósito denegrir a minha imagem e afastar-me do Grupo.

Deve ser esclarecido que o Grupo TEKEVER foi criado por iniciativa minha em 2001, na sequência de trabalhos desenvolvidos no Instituto Superior Técnico e que estiveram na origem de projetos emblemáticos do Grupo.

Assente numa estratégia há muito traçada pelos meus sócios minoritários Vítor Cristina e Ricardo Mendes, as ações judiciais iniciadas pelas empresas do Grupo TEKEVER têm por base um processo persecutório contra mim que se arrasta desde 2017. Já reagi a estes processos judiciais e, entre outros procedimentos, apresentei uma queixa-crime junto do DIAP, logo em Outubro de 2018.

Na verdade, os meus sócios Vítor Cristina e Ricardo Mendes, apesar de deterem participações minoritárias no Grupo Tekever, chantagearam-me, levando-me a aceitar uma limitação de votos que lhes permite deter a maioria dos votos no Grupo.

As ações desencadeadas pelos meus sócios Vítor Cristina e Ricardo Mendes não têm em vista os reais interesses das sociedades envolvidas, nem tampouco dos trabalhadores e projetos desenvolvidos, mas apenas tomar ilegitimamente o controlo total do Grupo, em conivência com um fundo de capital de risco com interesses nas áreas ali desenvolvidas.

Estou concentrado na defesa intransigente dos interesses do Grupo TEKEVER e das acusações infundadas contra mim formuladas pelos meus sócios Ricardo Mendes e Vítor Cristina.

Estou também confiante que a verdade será reposta e que um dos projetos tecnológicos mais ambiciosos em Portugal poderá voltar à sua trajetória de criação de valor e ao objetivo último de contribuir para avanço do país e da sociedade em geral.

A minha defesa está confiada aos escritórios da Abreu Advogados e de Ricardo Sá Fernandes».

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  • Tekever: Tribunal suspende CEO. Sócios alegam desvio de 10 milhões

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    O fundador e sócio maioritário da Tekever foi afastado da liderança devido a transferências de verbas que podem ter lesado a fabricante de drones e sistemas de telecomunicações em 9,95 milhões de euros. Entre as verbas figuram fundos europeus para projetos de investigação. Pedro Sinogas mantém 52% do capital, mas enfrenta agora um processo interposto pela própria empresa que detém. Pedro Sinogas reagiu acusando os sócios Ricardo Mendes e Vítor Cristina de chantagem, em conluio com um fundo de capital de risco