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Huawei: fundador afirma que Estados Unidos estão a subestimar a marca

Mark Makela - Getty Images

O governo americano garantiu que a empresa chinesa poderá continuar algumas operações para, por exemplo, fornecer atualizações de software e dar assistência às redes de banda larga em zonas rurais

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Francisco Garcia

Os Estados Unidos reduziram temporariamente as restrições comerciais feitas recentemente à Huawei, para minimizar os danos causados a utilizadores da marca. Em causa está a aplicação de uma licença, na segunda-feira passada, que permitirá à gigante tecnológica chinesa manter as redes de telecomunicações existentes e garantir atualizações de software em dispositivos Huawei, até dia 19 de agosto. Uma medida que, de acordo com a Reuters, o fundador da marca considerou irrisória uma vez que a empresa está preparada para as ações dos Estados Unidos.

Na semana passada, o departamento de comércio americano impôs um bloqueio comercial que impede a Huawei de comprar bens americanos, devido às suspeitas de envolvimento em atividades de espionagem para o governo chinês.

A escalada da tensão política entre os dois países é cada vez maior, bem como as disputas comerciais, devido ao aumento das tarifas de importação de bens entre os dois países, durante as últimas duas semanas. De acordo com a agência de comunicação, o presidente dos Estados Unidos afirmou que o governo chinês tem vindo a renegar os compromissos comerciais a que se tem vindo a comprometer nos últimos meses.

Embora a empresa chinesa continue proibida de importar soft e hardware americano, esta permissão foi garantida para dar algum tempo à operadora de telecomunicações para se reorganizar. Segundo um comunicado escrito por Wilbur Ross, secretário do comércio americano, «esta licença vai permitir que a Huawei continue a dar apoio aos utilizadores e assistência às redes de banda larga em zonas rurais».

A Reuters avança que, o fundador da Huawei, Ren Zhengfei, disse à comunicação social chinesa que «estas ações provam que o governo americano está a subestimar as capacidades da Huawei» para reagirem a um cenário como o atual.

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