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Jogador profissional de Fortnite processa FaZe Clan e denuncia contrato «opressivo»

Turner Tenney, conhecido por Tfue, está a processar a FaZe Clan por ter imposto um contrato «opressivo, oneroso e tendencioso». O jogador profissional queixa-se de danos e o resultado deste processo pode mudar a indústria do e-sports.

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Exame Informática

Tfue considera que a equipa FaZe Clan está a violar a lei na Califórnia e o Talent Agency Act, ao ter imposto um contrato que prevê a retirada de até 80% das receitas da equipa. No processo judicial, Tenney acusa ainda a organização profissional de lhe limitar os ganhos obtidos por patrocínios conseguidos pela equipa, algo que pode ser um problema, especialmente quando Tfue publica vídeos quer no Twitch, quer no YouTube). Outra das acusações é que a FaZe não tem o licenciamento necessário para funcionar como agência de talentos e conseguir trabalho aos jogadores. Segundo o Engadget, a queixa apresentada detalha que a FaZe colocou em risco a saúda, segurança e o bem estar dos jogadores. Tfue alega ter sido obrigado a viver numa casa comum em Los Angeles, com outros jogadores e ter sido encorajado a beber e tentar a sorte em jogos de fortuna, apesar de ser menor. A última acusação de Tenney é que a FaZe lhe provocou danos permanentes num braço, por tê-lo pressionado continuamente a jogar e realizar acrobacias.

Do lado da organização, a FaZe revelou estar «chocada e desapontada» com o processo, defendendo que não ficou com qualquer receita das vitórias do jogador ou relacioadas com o e-sports. A FaZe Clan diz que ficou com 60 mil dólares, ao passo que o jogador terá conseguido milhões com a parceria. Por outro lado, a equipa profissional manteve o silêncio sobre as condições em que os jogadores podem ter patrocínios, preferindo realçar apenas que vai continuar a apoiar o jogador, mesmo enquanto o processo decorre.

O caso chamou a atenção da comunidade internacional e poderá ser um passo marcante no futuro da indústria dos e-sports.

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