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Apple Pay chegou a Portugal

O serviço Apple Pay estreou hoje em Portugal mais 12 países. Atualmente, o serviço está disponível em 27 países da Europa

SOPA Images

O serviço Apple Pay chegou a Portugal à boleia da Visa e da Mastercard, e tendo como parceiros a Caixa de Crédito Agrícola, a Monese, a N26 e a Revolut. As transações podem ser validadas com sistemas de biometria do iPhone

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Pagar a conta de restaurante com o iPhone? De ora em diante vai ser possível. A Mastercard e a Visa acabam de anunciar que Portugal consta na lista de 13 países europeus que, a partir de hoje, passam a permitir pagamentos, por radiofrequências e sem contacto com o terminal de pagamento (contactless), através dos telemóveis, tablets ou smartwatches da Apple. Além da marca tecnológica e das duas gigantes das transações eletrónicas, a chegada da Apple Pay conta com a participação do Crédito Agrícola, da Monese, da N26, e da Revolut no grupo de parceiros financeiros a operar em Portugal. Pelo menos, nesta primeira fase, os clientes dos maiores bancos portugueses ficam de fora desta ferramenta de pagamentos.

«A Apple Pay passa agora a estar disponível aos detentores de cartões Mastercard em Portugal, Bulgária, Croácia, Chipre, Estónia, Grécia, Látvia, Liechtenstein, Lituânia, Malta, Roménia, Eslováquia e Eslovénia», refere um comunicado da Mastercard, dando conta da expansão que o novo serviço de pagamentos acaba de registar. Com esta iniciativa, o Apple Pay passa a estar disponível em 27 países da Europa.

A Mastercard também esclarece que os respetivos serviços do Apple Pay podem ser usados pelos clientes dos serviços bancários da Crédito Agrícola, da Monese, da N26, e da Revolut. Na Visa, esse serviço apenas está disponível para clientes dos serviços bancários da Revolut.

Os comunicados da Mastercard, da Visa e da Monese são bastante similares quanto à informação disponibilizada sobre a segurança dos pagamentos através de terminais da Apple. A autenticação das transações pode ser feita através de um simples deslizar de dedos, ou através dos sistemas de reconhecimento facial ou de impressão digital que os dispositivos da Apple já disponibilizam – o resto do processo é assegurado através de tokens que minimizam a possibilidade de reutilização de dados pessoais para fraudes ou desfalques.

«Quando um cartão de crédito ou débito é utilizado via Apple Pay, os números dos cartões não são armazenados no dispositivo nem nos servidores da Apple. Em vez disso, um número de conta de dispositivo exclusivo (Device Account Number) é atribuído pelo Visa Token Service e cada transação é autorizada com um código único de segurança dinâmico exclusivo. A tecnologia de “tokenização” da Visa torna os pagamentos de comércio eletrónico e mobile seguros e simples, substituindo as contas dos consumidores por um identificador digital exclusivo ou "token" usado especificamente para cada dispositivo», explica a Visa.

Na Mastercard, o sistema de tokens é descrito da seguinte forma: «Esta tecnologia permite assignar um número de conta único encriptado e guardado na área segura do equipamento. Cada transação é autorizada através de um código de segurança dinâmico, que é único e gerado especificamente para essa transação».

«A adesão a este método de pagamento, que oferece mais rapidez e conveniência, demonstra o entusiasmo dos europeus pela adoção de novas tecnologias como o Apple Pay», refere Paulo Raposo, responsável pela Mastercard em Portugal, lembrando que, hoje, metade das transações eletrónicas são efetuadas por sistemas contactless.

Norris Koppel, fundador e CEO da Monese, lembra que a nova funcionalidade era há muito procurada pelos fãs da Apple:«Os nossos clientes que usam o sistema iOS procuram pelo Apple Pay e, para a grande maioria, é um serviço essencial».

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