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Hentai Haven e Fakku: batalha pelo futuro de pornografia Anime

Papa HH, fundador anónimo de Hentai Haven, e Jacob Grady, fundador do Fakku, estão em “guerra civil”. Os dois sites queriam construir o Netflix da pornografia animada japonesa, mas o consenso está longe de ser atingido.

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Exame Informática

Sete meses depois de um silêncio, o fundador do Hentai Haven, Papa HH, veio a público escrever na página oficial do site que «o Fakku tomou completamente conta e expulsou-me». Por outro lado, Jacob Grady, do Fakku, diz que a situação está a ser mal interpretada, que o seu staff está a receber ameaças de morte de fãs furiosos e que receia pelo futuro dos dois sites - o seu e o Hentai Haven, que foi adquirido em dezembro do ano passado. As duas páginas mostram conteúdos pornográficos inspirados no universo Anime e prometiam criar uma plataforma de streaming como o Netflix, especializada nestes vídeos.

Em média, 2,5 milhões de utilizadores foram ao HentaiHaven.org por dia para ver vídeos gratuitos. O Fakku é dedicado a comics do mesmo género e não a vídeos, sendo que os utilizadores pagam uma subscrição para ler manga. O primeiro site mostra os conteúdos sem custos, mas os vídeos são alojados sem consentimento dos criadores, enquanto o segundo é pago e remunera os criadores.

Papa HH chegou a admitir receber entre mil a dois mil dólares por dia com o seu portal e muito pouco desse valor ia para os seus colaboradores em part-time. A motivação para criar a página surgiu quando Papa HH percebeu que havia poucos sites com conteúdos e legendas em Inglês com qualidade, em 2014. Em 2015, abordou os criadores do Fakku, que, na altura, também subsistiam com um modelo pirata para se criar um serviço de subscrição para o mercado norte-americano. Jacob Grady começou a perder a paciência quando se apercebeu de que as pesquisas no Google por Hentai mostravam primeiro o site HentaiHaven e só depois a sua plataforma, apesar de ser a única editora oficial neste segmento nos EUA.

Nos últimos tempos, o Fakku começou a mostrar também vídeos e Grady manteve a postura de pagar aos tradutores, artistas e salários dignos pelo trabalho que geralmente os fãs de anime tinham vindo a fazer de borla para os sites pirata.

Em finais de 2018, começaram a surgir indícios de que Papa HH poderia enfrentar problemas devido às violações de direitos de autor e Grady aproximou-se sugerindo que o Fakku comprasse o site e o usasse para promover a sua entrada no segmento de vídeos Hentai. Em dezembro, a página chegou a um fim, mostrando uma mensagem de que a jornada teria acabado e que atualmente existem muitas mais opções no mercado para este género do que havia há cinco anos. Por trás da mensagem, no entanto, os dois fundadores tinham chegado a um acordo e transferido a propriedade do HH para o Fakku, noticia o Kotaku. Em troca, Grady comprometia-se também a absolver Papa HH das responsabilidades legais.

Agora, Papa HH quebrou o silêncio e denuncia que foi usado, que «eles [Fakku] deixaram de me falar mal eu lhes entreguei o website e as credenciais de social media». Grady e Papa HH falaram há uns dias, chegaram a um acordo e a estratégia passa por ter o Fakku a contactar com mais editoras de Hentai no Japão e conseguir conteúdos que possam ser mostrados gratuitamente, uma vez que a ideia de montar uma paywall não foi nada bem recebida pelos apreciadores. As receitas para pagar a todos os profissionais envolvidos terão de advir da publicidade.

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