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Investigadores criam Robôs que imitam formigas saltitantes

EPFL

A inspiração para desenvolver as capacidades dos Tribot surgiu a partir da espécie de formiga Odontomachus, conhecida por fugir aos predadores com saltos entre folhas

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Francisco JM Garcia

Uma equipa de investigadores do Instituto Federal Suíço para a Tecnologia de Laussane (conhecido pela sigla EPFL) desenvolveu um modelo de robô minúsculo, ao qual chamam Tribot, que é capaz de saltar, caminhar por diferentes superfícies e comunicar entre com os seus pares para executar tarefas – imaginemos um pequeno carreiro de formigas que trabalha para o bem coletivo da colónia.

De acordo com a Engadget, os Tribot são uma espécie de “robôs origami” autónomos com três pernas, programados para se comportar como «formigas Odontomachus».

Zhenishbek Zhakypov, o primeiro autor da investigação, explicou ao site de tecnologias que se inspirou nalgumas características desta espécie, tais como a capacidade para «saltar entre folhas para escaparem a eventuais predadores». Neste caso, os Tribot conseguem projetar-se de um lado para o outro caso seja necessário alcançar um local, ao qual normalmente não conseguiriam chegar através do sistema de locomoção.

Cada pequeno robô está dotado de inteligência, embora funcione melhor quando trabalha em conjunto com os seus pares. Em grupo conseguem resolver pequenos puzzles, nomeadamente, contornar objetos ou mover objetos. Estes autómatos conseguem ainda ativar três modos diferentes: “exploração” para detetar obstáculos físicos; “trabalhador”, para unir forças com outros Tribot para mover objetos; “líder”, em que um Tribot assume a posição de chefe e delega instruções a outros.

«Cada Tribot, tal como as formigas Odontomachus, conseguem ter diferentes papeis. No entanto, eles conseguem também permutar instantaneamente de função quando lhes é apresentada uma nova missão, quando chegam a um ambiente novo, ou mesmo quando um dos membros da colónia se perde. As suas funções vão para lá do que uma formiga consegue fazer na natureza», disse Jamie Paik, líder do grupo de investigação.

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