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Nokia: «evolução está garantida» nos equipamentos ao longo do tempo

O representante da Nokia em Portugal destaca o 5º lugar ocupado pela marca em termos de volume de fornecimento de smartphones na Europa

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Francisco JM Garcia

A Exame Informática esteve à conversa com Luís Peixe, o responsável da Nokia no mercado português, para discutir temas como segurança, vendas e estratégias de readaptação da marca finlandesa no mercado tecnológico. Mercado esse, nacional e internacional, que se tem tornado altamente competitivo e é dominado por marcas como a Huawei, Apple e Samsung.

Desde que a marca Nokia foi comprada pela HMD, como têm evoluído as quotas de mercado?

A HMD assumiu este projeto de relançar a marca Nokia no segmento de smartphones em 2016 e no verão de 2017, faz agora dois anos, lançámos os primeiros smartphones já nesta nova vida. Além de ser uma nova empresa que está a representar a Nokia nesta área de consumo há também a novidade dos telemóveis Nokia terem passado a ter sistemas operativos Android – têm sido dois anos de implantação, basicamente. Desenvolvemos as estruturas para garantir acesso dos produtos ao mercado, fechamos parcerias com retalhistas e operadores. Segundo os dados relativos ao primeiro trimestre de 2019 do IDC (International Data Corporation), a Nokia é neste momento a 5ª marca em termos de volume de fornecimento de smartphones na Europa (…), a nível de feature phones somos a marca número um a nível europeu e em todo o mundo. No que toca a feature phones continuamos a ter uma posição de liderança bastante consolidada.

E no que toca a segmentos?

Em termos de segmentos, nós estamos presentes em todos os segmentos de preço com várias ofertas e aspetos diferenciadores para o consumidor. Mas falando sobretudo do mercado português, como é natural, temos mais força nos segmentos abaixo dos 300 euros.

Relativamente ao número de vendas, quais os números totais de 2018? E para os primeiros seis meses deste ano?

Infelizmente, estes, são números que não podemos revelar. O que lhe posso contar é que temos feito um caminho positivo.

Dado que há 15/20 anos a Nokia era líder de mercado, qual é o plano da marca para voltar a atingir este patamar, dado que neste momento há outras marcas a ocupar o lugar?

Bom, a concorrência é forte, mas nós (Nokia) sempre nos habituámos a viver em ambiente de concorrência, portanto, desde os tempos em que a Nokia tinha uma quota de mercado mais significativa, que sempre nos demos bem com o facto de termos concorrência. Temos aqui algumas características da marca que são fundamentais – para além da história da marca – para o consumidor: por um lado, o facto de desenvolvermos telefones com qualidade, que funcionam bem, são fiáveis, resistentes e têm design, que em muito se deve ao facto de a empresa dar grande importância às questões estéticas; depois, as inovações que temos vindo a incluir no hardware, sobretudo, no que diz respeito às lentes nas câmaras dos telefones, que permitem gerar conteúdos com melhor qualidade através dos nossos equipamentos. Também as inovações que temos vindo a aplicar nos ecrãs dos smartphones, que têm vindo a atribuir cada vez mais qualidade de imagem, cores e vídeo (…) por exemplo o Nokia 9 foi o primeiro telefone do mundo com cinco câmaras, que mostra muito bem o nosso foco em tudo o que diz respeito à fotografia; finalmente, e não menos importante, o facto dos nossos smartphones terem todos sistemas operativos Android, que traz uma série de vantagens para o consumidor. (…) É importante quando um utilizador compra um telemóvel ter a garantia, independentemente do sistema operativo, que vai ter evolução do sistema operativo nos próximos anos. Isso é algo que garantimos a todos os consumidores, ou seja, quem quer que compre um smartphone da Nokia tem a garantia que nos próximos dois anos terá acesso a, pelo menos, duas próximas versões do Android. (…) Os nossos equipamentos vão melhorando ao longo do tempo, uma vez que a evolução está garantida. Um consumidor Nokia quando está a fazer uma compra hoje não compra um produto igual ao longo do tempo, compra um produto que vai evoluindo.

Dada a situação do mercado, cada vez mais competitivo, qual/quais as características dos smartphones da Nokia que superam os produtos de outras marcas?

Nós oferecemos a garantia que fazemos os upgrades de software ao longo do ciclo de vida do terminal, em toda a gama, desde o Nokia 1 até ao Nokia 9. E isto sim é algo único que a concorrência não tem. Obviamente que isto inclui todas as outras questões: o hardware, os preços competitivos e a segurança.

Relativamente à segurança: em que medida é a Nokia mais segura do que outras marcas?

Não se trata apenas de garantirmos os upgrades do sistema operativo durante dois anos, a Nokia garante durante três anos que todos os smartphones têm mensalmente uma atualização de segurança. E sabendo nós que hoje em dia 60% dos casos de fraude acontecem em plataformas móveis a marca quer garantir aos utilizadores que é uma preocupação constante. Este é mais um fator diferenciador que nós garantimos em toda a gama.

À parte dos updates de software, a Nokia usa/tem alguma ferramenta de proteção em específico criada pela marca?

Não, os updates de segurança são aqueles que a Google disponibiliza para os sistemas operativos Android. Nós adaptamos esses updates e só depois é que os disponibilizamos através de download para os nossos equipamentos. Na verdade, desde que começamos, nós já fizemos mais de 300 uppdates de segurança nos nossos terminais.

A título de curiosidade: ter um sistema operativo da Nokia, criado por vocês, seria vantajoso no que concerne a questões de segurança?

Na verdade, nós já estivemos nesse caminho no passado. Era chamado o Symbian, embora não fosse exclusivo da Nokia. Mas não, não está nas previsões para projetos futuros. Temos uma parceria muito forte com a Google e com o Android e a nossa estratégia passa muito por aí.

Sente que a tensão comercial vivida entre os Estados Unidos e a China está a afetar a Nokia?

Nós temos vários parceiros tecnológicos (Google, Qualcomm, entre outras) e temos fábricas em cinco países, entre os quais, a China, Vietname, Indonésia, Argentina e Índia, mas não posso afirmar que a empresa sentiu o impacto desta disputa.

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