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ByClosure: faça você mesmo a sua app

A startup sedeada no Lispólis foi para o Brasil com uma plataforma que permite a qualquer pessoa criar uma app. Passados quase dois anos, a plataforma já conta com 31 mil apps criadas.

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Nunca estudou informática, não sabe programar e não tem experiência a criar software? Não há problema – continua a reunir todas as condições necessárias para criar uma aplicação para telemóveis na plataforma Easy Easy Apps. 

Até à data, a Easy Easy Apps abriu caminho ao desenvolvimento de mais de 31 mil apps – quase todas no Brasil. Em breve, a empresa portuguesa ByClosure deverá começar a distribuir uma nova versão desta plataforma que permite que qualquer pessoa crie as suas apps – mesmo sem saber de programação. O lançamento da nova versão não deverá alterar muito a estratégia da empresa portuguesa: a plataforma estará disponível em Portugal, mas o negócio deverá continuar centrado o mercado brasileiro.

«O Brasil é o nosso mercado-âncora. No próximo mês, queremos marcar presença nos outros países da América Latina, e no final do ano nos EUA e no Reino Unido», explica Vasco Andrade e Silva, líder da ByClosure.

A aposta no Brasil começou a ser feita em 2013. Na bagagem, os jovens que criaram a ByClosure levavam uma versão beta da Easy Easy Apps e ainda uma estratégia comercial retirada de um artigo de Paulo Rosado, o criador da Outsystems, que aconselhava as empresas tecnológicas nacionais a procurarem mercados de grande dimensão. São Paulo, o estado brasileiro com 44 milhões de habitantes, correspondia facilmente à expectativas geradas em torno de «um mercado grande». Em abril de 2014, já havia mais de 3700 apps criadas na plataforma – e a ByClosure já estava receber os primeiros proventos. Hoje, depois de mais de 31 mil apps criadas – mas apenas um número dessas apps muito reduzido (e não divulgado...) entraram no circuito comercial.

Vasco Andrade e Silva sabe que o número de apps que  chegaram ao mercado ainda está longe dos estudos que apontam para 10% a 15% na taxa de adesão dos clientes que usam soluções de Software as a Service (SaaS). A este dado junta-se ainda a minoria de utilizadores da Easy Easy Apps que, efetivamente, criou aplicações sem nenhum apoio dos serviços de assistência. 

Nenhum destes dados menos animadores supera o otimismo dos mentores da ByClosure: «A versão que tem sido disponibilizada ainda não está tão fácil de usar que permita a uma pessoa criar uma app em 10 minutos. A ideia é que, com a nova versão, é que um restaurante possa optar por um template típico de restaurante para fazer uma app. Depois do trabalho que fizemos com os nossos clientes, conseguimos criar quatro templates para quatro grupos de utilizadores: média, comércio móvel, serviços institucionais e guias», explica Vasco Andrade e Silva.

A ByClosure está apostada em tornar-se na «Wordpress das apps» - e conta aproveitar o trabalho realizado com os vários clientes brasileiros para aperfeiçoar as ferramentas e funcionalidades que qualquer pessoa pode “arrastar” com o rato a fim de criar a sua app.

Vasco Andrade e Silva sabe que terá de ganhar espaço face à concorrência, caso queira singrar no mercado intermacional. Entre os trunfos diferenciadores, destaca «a possibilidade de integração da Easy Easy Apps com soluções internas usadas pelas diferentes empresas» e «um nível de personalização no desenvolvimento de apps bastante superior ao da concorrência».

A ByClosure só cobra às empresas e programadores que disponibilizam as apps no circuito comercial (nas lojas de apps, portanto). Em Portugal, a plataforma vai ser disponibilizada com um custo mensal de 40 euros (ou 400 euros por ano), que pode somar-se aos 300 a 600 euros dos custos dos serviços profissionais prestados pela ByClosure, que permitem acrescentar alguma personalização às quatro matrizes que o serviço disponibiliza de origem.

A ByClosure foi para o Brasil com a intenção de manter um negócio remotamente, que não obrigue a mais de duas ou três deslocações anuais. Vasco Andrade e Silva nega que tenha ido para o Brasil tentar ensinar os brasileiros a produzir apps. Até porque são vários os setores em que o mercado do país irmão supera o mercado nacional: «Eles é que nos ensinam. Nós só lá estamos para os ajudar», sorri Vasco Andrade e Silva.

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