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Microsoft: Portugal ganha à Islândia se fizer mais de nove remates à baliza

Segundo as análises de Big Data, Portugal ganha pela margem mínima à Islândia. Só se a Islândia fizer mais de duas defesas e não permitir mais de nove remates à baliza é que evita a derrota esta noite.

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Hugo Séneca

No futebol, já quase tudo está inventado, mas no Big Data ainda não. E por isso, a Microsoft decidiu pegar nalgumas ferramentas de análise de grandes remessas de dados para apresentar tendências de jogo de todas as partidas da fase de grupos do Campeonato Europeu de Futebol, que está a decorrer na França. No final, é possível descobrir um prognóstico idêntico para os três jogos que Portugal vai disputar nos próximos dias: a Seleção ganhará os jogos com a Islândia (hoje às 20h00), a Áustria, e Hungria, pela diferença mínima.

A Microsoft define para as três partidas uma condição que poderá levar a um desfecho diferente da vitória: Os três adversários da fase de grupos só conseguirão escapar à derrota com a equipa das Quinas caso não sofram golos, façam mais de duas defesas e consigam evitar que Portugal faça mais de nove remates à baliza.

A Microsoft dá a seguinte justificação para a previsão de vitória pela diferença de um golo para o jogo inaugural da turma de Fernando Santos: «Portugal bate a Islândia por causa do bom índice de número de golos sofridos nas partidas mais recentes, face ao reduzido número de golos marcados nas partidas mais recentes».

À probabilidade de 0,591973645 de vitória para a seleção portuguesa a Microsoft faz contrastar a probabilidade de 0,160110812 de vitória para a seleção islandesa.

Esta mesma frase repete-se na previsão da partida com a Áustria (probabilidade de 0,552655328 contra 0,15712068). Para a partida com a Hungria (0,647884526 contra 0,106957807), a previsão de vitória é ligeiramente mais favorável para Portugal, com as mesmas condições estatísticas (só com mais de duas defesas e menos de nove remates à baliza os húngaros evitam a derrota), mas um prognóstico descritivo ligeiramente diferente, que tem em conta um suposto fator “casa”: «Portugal bate a Hungria devido ao excelente número de partidas ganhas recentemente em casa, face ao reduzido número de jogos perdidos recentemente em casa».

Nem todas as equipas do Europeu têm prognósticos tão simplificados quanto os opositores de Portugal. Um exemplo: a partida entre Espanha e República Checa terminou ontem 1-0; a Microsoft acertou no resultado com uma previsão de vitória da seleção vizinha pela margem mínima, mas admitiu um resultado diferente, caso os checos conseguissem não só conseguissem evitar golos, como ainda conseguissem concretizar 260 passes e evitassem que a Espanha, que deu o Tika-Taka ao futebol, concretizasse menos de 213 passes durante os 90 minutos de jogo.

As análises de Big Data da Microsoft podem ajudar a acertar em tendências, mas não têm sempre “razão” – e não é preciso ir além da primeira jornada para confirmar que mesmo para as ferramentas de previsão mais sofisticadas, o futebol continua a ter uma componente de incógnita: no Bélgica-Itália, os italianos ganharam apesar de a tendência apontar para uma vitória belga; Gales ganhou à Eslováquia, apesar da previsão de empate; a Croácia ganhou à Turquia, mesmo com a previsão de empate; a República da Irlanda empatou com a Suécia, apesar de ser apontada como favorita; e a Alemanha bateu a Ucrânia por 2-0, apesar da previsão apontar para uma vitória pela margem mínima.