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FaceApp: fotos ficam em clouds da Amazon e Google e não são vendidas

Foto de Donald Trump depois de aplicados os filtros de "envelhecimento" da FaceApp

O líder da FaceApp garante que as imagens dos utilizadores são mantidas em servidores sob a jurisidição dos EUA e são eliminadas ao cabo de 48 horas

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Quem é Yaroslav Goncharov? Poucos saberão responder. Quem é o CEO da FaceApp? A resposta é precisamente Yaroslav Goncharov – e haverá pelo menos 150 milhões de pessoas que terão curiosidade em saber o que tem para dizer ao mundo depois do misto de euforia e temor em torno da app que aplica filtros a fotos de rosto para que mudem o penteado ou pareçam mais velhas. Depois de dias de expectativa, Goncharov lá tratou de tentar sossegar o mundo ocidental dando a garantia de que a empresa de origem russa não vende fotos dos utilizadores – e armazena informação em servidores da Amazon e da Google, que estão sob jurisdição dos EUA.

O líder da FaceApp também não se esqueceu de dar resposta a algumas das denúncias de especialistas de cibersegurança: «A FaceApp faz todo o processamento da foto na cloud. Apenas descarregamos uma foto selecionada pelo utilizador para fazer a edição. Nunca transferimos outras imagens do telemóvel para a cloud», esclareceu Goncharov, citado pelo The Guardian, negando que a famosa app dos filtros proceda ao upload automático dos repositórios de fotos que os utilizadores têm nos telemóveis.

Além de negar que as fotos sejam vendidas, Yaroslav Goncharov tentou sossegar os ânimos quanto ao uso que a informação do rosto pode vir a ter depois de as fotos entrarem nos sistemas da FaceApp. «Há casos em que armazenamos imagens na cloud. A principal para fazer isso tem a ver com o desempenho e com o tráfego: queremos garantir que o utilizador não descarrega fotos repetidamente sempre que tem de fazer uma operação de edição. A maioria das imagens é apagada dos nossos servidores 48 horas depois da data de upload», sublinha o líder da FaceApp.

Será que estas explicações servem para sossegar os receios gerados pelo facto de a FaceApp poder aceder ao histórico do browser ou a dados biométricos dos utilizadores? Os tempos mais próximos o dirão: para já, a reação mais consequente veio da parte do senador dos EUA, Chuck Shumer, que solicitou ao FBI uma investigação às atividades da FaceApp.

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