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Bem-vindos ao futuro…

Carlos Pinto, CEO da Thyssenkrupp Elevadores Portugal

Carlos Pinto, CEO da Thyssenkrupp Elevadores Portugal, explica neste artigo de opinião para a Exame Informática a importância que um elevador que se movimenta tanto na horizontal como na vertical vai ter nas cidades do futuro.

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Carlos Pinto, CEO da Thyssenkrupp Elevadores Portugal

Já imaginou a sua vida sem elevadores? Provavelmente nunca pensou nisso e, tal como para a maioria das pessoas, só se apercebeu da falta que estes equipamentos fazem, quando não existem ou estão, lamentavelmente, fora de serviço.

O conceito de elevador, tal como o conhecemos, não sofreu alterações significativas nos últimos 160 anos, mas a realidade é dinâmica e as necessidades obrigam a uma inevitável mudança. Estudos das Nações Unidas preveem que, em 2050, 66% da população mundial viva nas cidades. Cidades cada vez mais complexas, que crescem em altura, em dimensão, com sobrelotação dos centros urbanos, com sistemas de transporte público assentes em plataformas múltiplas.

Conscientes da necessidade de revolucionar a forma como nos movimentamos e, até mesmo, como vivemos as cidades, na Thyssenkrupp já estamos a redesenhar as cidades do futuro. As restrições inerentes a um sistema de cordas, como a construção em altura e o limite na capacidade de transporte e de espaço são incompatíveis com a era da modernização, com as cidades do futuro. Em resposta a estes desafios, nasceu o MULTI, um elevador que se movimenta na horizontal e na vertical, sem o suporte das tradicionais cordas e que se move através da força magnética.

Este elevador, cujo protótipo vai ser apresentado na primavera de 2017 e que até já tem encomendas, vai permitir responder às novas necessidades das cidades e repensar, por exemplo, a sua arquitetura. O MULTI utiliza a mesma tecnologia de levitação magnética existente no comboio de alta velocidade Maglev, que liga a cidade chinesa de Xangai ao Aeroporto Internacional de Pudong. Ou seja, as cabines circulam de forma cíclica nas calhas, parando automaticamente quando encontram uma porta de acesso a um piso. No futuro, já não será necessário “chamar” o elevador. O elevador para, abre a porta, você entra, o elevador segue.

Mas esta revolução não é apenas tecnológica, é também social e ambiental. Segundo um estudo da Universidade de Columbia, só em 2010, os trabalhadores dos diferentes escritórios de Nova Iorque perderam um total de 16,6 anos à espera dos elevadores. Vivemos em sociedades cada vez mais dinâmicas em que o tempo é escasso e cada minuto conta. Sendo a Thyssenkrupp responsável pelo transporte diário de mais de um bilião de pessoas, distribuídas por 12 milhões de equipamentos, é inevitável que um dos nossos principais objetivos passe por reduzir estes dados. Afinal de contas, uma das nossas missões quando pensamos no utilizador final é proporcionar comodidade e conveniência. Não foram esses dois fatores que estiveram na origem da invenção dos elevadores?

Talvez se esteja a questionar qual a relevância de tudo isto porque, para si, assim como para a população em geral, um elevador continua a ser, apenas, um elevador. Para si, os elevadores não são sexys, não são apelativos e não geram curiosidade, mas, para nós, existe uma beleza interior, intrigante, desafiadora. E quem diria que um elevador teria a capacidade de revolucionar e redesenhar as cidades do futuro?

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