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A Inteligência Artificial já faz bluff no poker. A seguir vai matar-nos a todos

O ritmo galopante a que a IA evoliu tem tanto de maravilhoso como de assustador. Venha de lá a criação de uma figura jurídica chamada "pessoa electrónica" e a inclusão obrigatória de "kill switches", se faz favor.

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Paulo Matos

Paulo Matos

Jornalista

Sim, bem sei que o título deste artigo de opinião é demasiado alarmista. Mas, para ser sincero, foi a reação que tive ao ler uma breve notícia que referia que duas equipas de investigadores diferentes tinham desenvolvido Inteligências Artificiais (IA) capazes de bater profissionais do poker. Bots capazes de jogar poker não são uma novidade, mas algoritmos capazes de lidar com a informação imperfeita de mãos sucessivas de “No-limit Texas hold'em” já estão num patamar bem acima…

Quem já disputou umas partidas de poker tem noção que este jogo não depende exclusivamente das cartas que se recebem ou que são colocadas na mesa (e comuns a todos os jogadores). Há uma forte componente psicológica que não pode ser negligenciada e que faz toda a diferença no resultado final – aumentar a aposta (neste caso, sem limite máximo predefinido), saber sair no momento exato, estudar os adversários, fazer bluff… Muitos aspetos que não se resumem a zeros e uns. No total, a IA batizada de DeepStack jogou 44852 mãos contra 33 jogadores recrutados pela Federação Internacional de Poker e obteve um registo de 492 mbb/g (milli-big-blinds per game). Se for como eu e não fizer a mínima ideia a que isso refere, retenha esta ideia: um jogador profissional consideraria 50 mbb/g uma boa margem.

CLIQUE AQUI para continuar a ler este artigo, que faz parte da Exame Informática Semanal.

(conteúdo gratuito)

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