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Não, o Multibanco não é só da SIBS

Por que é que alguém haverá de querer investir numa rede que, aparentemente, está condenada à obsolescência? E por que é que essas mesmas pessoas querem comprar uma empresa que está proibida de cobrar por parte dos serviços prestados? E por que é que esses investidores não se importam de pagar para ter uma rede cuja autonomia está dependente dos desígnios de desburocratização do Estado?

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Vamos ser realistas: o País não vai parar se não houver Multibanco, mas vai passar por uma disrupção de contornos incalculáveis se essa hipótese alguma vez se colocar. O levantamento de numerário ainda é a imagem de marca, mas não passa de um pormenor face ao que a rede da SIBS suporta atualmente. Os pagamentos nos restaurantes e nas mais variadas lojas; as portagens e as transferências interbancárias, o IMI, os bilhetes de concerto e as contas de telemóvel, água e eletricidade; as licenças de pesca e caça, o IRS e a Segurança Social ou até as custas judiciais – tudo está no Multibanco. A SIBS pertence a todos os bancos que operam em Portugal, mas não restam dúvidas de que a dependência do País e do Estado vai muito além das participações que a Caixa Geral de Depósitos e os bancos intervencionados mantêm atualmente na denominada Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS). E nem o anúncio de que a empresa está para venda muda essa realidade.

Este artigo é parte integrante da Exame Informática Semanal. Para continuar a ler, CLIQUE AQUI (acesso livre)

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