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Aprendam com os smartphones!

Como os fabricantes de câmaras podiam, e deviam, melhorar os modos automáticos

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Tenho estado a testar uma Canon 6D Mark II, uma câmara de qualidade profissional com um sensor de imagem de grande dimensão (full frame) capaz de gerar ficheiros com um detalhe que, como seria de esperar, destroem qualquer câmara de smartphone. Por mais que o marketing de empresas como a Apple, Samsung ou Huawei digam que têm smartphones capazes de rivalizar com câmaras dedicadas, basta abrir as fotos num computador para se perceber que essa revindicação não passa disso mesmo: de marketing. E nem é preciso uma câmara avançada como a 6D Mark II para se ver a diferença. Qualquer câmara dedicada recente de uma marca séria bate os smartphones quando se analisa o ficheiro em aspetos como definição real (não confundir com número de píxeis), sensibilidade ISO (fotografia quando há pouca luz) e intervalo dinâmico real (capacidade de captar detalhe em enquadramentos onde há zonas com grandes diferenças de luz).

Mas… Há mesmo um grande “mas”. Durante o teste aproveitei para fazer uma experiência simples e repetir as fotos feitas com a 6D M2 em modo automático num Huawei Mate 10 Pro, também em automático. As mesmas condições e, dentro do possível, o mesmo enquadramento. Atenção que a câmara e o smartphone usados nesta experiência podiam ser outros. Foram estes porque são uma boa representação do melhor que há no mercado em fotografia e porque eram os produtos que “tinha à mão”. Depois mostrei as imagens, sem qualquer intervenção (ficheiros como saíram das câmaras) a vários colegas, amigos e familiares num computador, mas sem qualquer zoom aplicado às imagens. Condições similares às utilizadas pela maioria das pessoas para ver fotos: em ecrãs, muitas vezes bem mais pequenos (smartphones e tablets).

Este artigo faz parte da Exame Informática Semanal. Para continuar a ler, CLIQUE AQUI (acesso gratuito)

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