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Há muito que a Internet não é neutra

O fim anunciado da Neutralidade da Internet nos Estados Unidos é preocupante. No entanto, há muito que o que vemos na Web é condicionado por algumas das maiores empresas de tecnologia

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Os Estados Unidos aprovaram um plano que vai permitir aos operadores de telecomunicações interferir no conteúdo veiculado na Internet. Ou seja, essas empresas vão ter a possibilidade de favorecer tráfego. Uma analogia fácil de entender. A Internet nos EUA vai assemelhar-se a uma autoestrada na qual o concessionário pode definir que apenas aos carros de determinado fabricante podem andar a 120 km/h. Os restantes não podem passar dos 60 km/h. Aliás, no mesmo cenário, o incumbente até pode optar que existam marcas de carros que estejam proibidas de circular – ou terão de o fazer de forma tão lenta que vai equivaler a que os automóveis se encontrem parados.

O fim da Neutralidade na Internet – uma Internet neutra é aquela na qual o tráfego circula livremente sem que os operadores de telecomunicações favoreçam alguns emissores em detrimento de outros – nos Estados Unidos terá repercussões em toda a Rede. O momento no qual se legitima que os ISPs (Internet Service Providers – fornecedores de acesso à Internet) filtrem o tráfego é uma machadada no empreendedorismo que sempre floresceu em total liberdade no ciberespaço. É fácil de perceber: se um operador dá mais largura de banda a um serviço (mais velocidade na transferência de dados nos dois sentidos) em detrimento de outro, estará a condenar ao fracasso o segundo e todos os potenciais concorrentes.

Este artigo faz parte da Exame Informática Semanal. Para continuar a ler, CLIQUE AQUI (acesso gratuito)

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