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A segurança é como a mulher de César: mais do que ser, é preciso parecer

O governo norte-americano desconfia das atividades da Kaspersky. Serão desconfianças legítimas ou estará a lançar falsas suspeitas?

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Paulo Matos

Paulo Matos

Jornalista

Tive uma namorada que me dizia: «A confiança é como um elástico – depois de quebrada nunca mais voltará a ser a mesma». Ingénuo (uso aqui um eufemismo porque chamar parvo a mim mesmo no primeiro parágrafo do artigo poderia ser ofensivo para o autor…) e toldado pela paixão dizia-lhe: «Não é bem assim». Pff, sempre fui um menino em assuntos do coração... Anos depois, como é óbvio, vim a dar-lhe razão. Tenho-me lembrado amiúde desta história sempre que surgem novas notícias sobre o facto dos responsáveis norte-americanos terem proibido o uso de software da Kaspersky nas redes informáticas das agências governamentais.

A suspeita que levou a esta tomada de atitude é grave: os americanos acreditam que a Kaspersky estaria a ser influenciada pelo Kremlin, que é o mesmo que dizer que achavam que os produtos de segurança da companhia russa estavam a ser usados para fins de espionagem. Quais foram as provas apresentadas? Um escasso documento que referia haver receios das ligações entre alguns responsáveis da Kaspersky e espiões russos, acrescido do facto da legislação russa permitir às agências de serviços secretos poderem forçar a colaboração da empresa de segurança para intercetar comunicações nas redes russas. Contudo, foi o próprio coordenador de cibersegurança da Casa Branca, Rob Joyce, a admitir que ainda não há provas de qualquer atividade menos lícita da empresa, mas que há um risco que os americanos não querem correr. Uma espécie de “não fizeste nada… ainda”.

Este artigo faz parte da Exame Informática Semanal. Para continuar a ler, CLIQUE AQUI (acesso gratuito)

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