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Rede Mobi.E: “o rei vai nu”

Os adiamentos constantes das cobranças dos carregamentos nos postos públicos já não são toleráveis

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Alguns números para contextualizar o que vou escrever a seguir. De acordo com dados do European Alternative Fuels Observatory, uma entidade oficial da Comissão Europeia, em Portugal foram vendidos 1793 automóveis totalmente elétricos em 2017, mais do dobro do que tinha sido vendido em 2016. Segundo a mesma fonte, só nos dois primeiros meses deste ano já foram vendidos mais de 400 deste tipo de veículos, com o Renault Zoe a liderar com 221 vendas. Um valor que podia ser ainda bem maior se a Nissan tivesse começado a entregar mais cedo o novo LEAF, testado nesta edição, que a Exame Informática sabe que já gerou quase 900 encomendas. Carro que começou a ser entregue esta semana. Estamos, portando, a caminhar para mais um recorde.

Numa análise conservadora, pelo menos 2500 carros totalmente elétricos serão vendidos até ao final deste ano, mas se a Nissan conseguir produzir ao ritmo da procura, acredito que se consiga duplicar as vendas do ano passado. Se assim for, considerado que algumas estimativas apontam para um parque circulante de automóveis elétricos em Portugal superior a 4000 carros, é provável que se chegue ao final do ano com mais de 7000 carros totalmente elétricos a circular nas estradas portuguesas.

Valor que dispara se juntarmos os automóveis híbridos plug-in, ou seja, carros que não sendo 100% elétricos têm uma bateria que pode ser carregada a partir de uma fonte de energia externa. Só desde de 2017 terão sido já vendidos mais de 2500 plug-ins. Há ainda que adicionar as motos e outros tipos de veículos leves, incluindo veículos de animação turística, cujos números são mais difíceis de obter. Mas não é difícil concluirmos que lá para o final deste ano poderão existir bem mais de 10000 veículos que podem ser carregados na rede pública gerida pela Mobi.E.

Este artigo faz parte da Exame Informática Semanal. Para continuar a ler, CLIQUE AQUI (acesso gratuito)

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    Ainda hoje me pergunto o que é que aconteceu ao Flautista de Hamelin naquele instante em que o primeiro dos ratos lhe perguntou «mas afinal estás a levar-nos para onde?». A pergunta do mais desconfiado roedor de pouco terá servido, pois os ratos seguiram para o rio com uma eficiência capaz de fazer corar a melhor empresa de desinfestação. Por momentos, todos ficaram felizes – a ponto de se esquecerem de pagar os superpoderes do músico… que não se coibiu de dar nova mostra de capacidade com o encantamento de todas as crianças da aldeia. Conhecerá Mark Zuckerberg a lenda?